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Flávio Dino suspende emendas Pix no Amapá e revela interesses por trás da decisão

Ministro Flávio Dino paralisou emendas Pix após CGU identificar irregularidades, especialmente em relação ao prefeito Antônio Furlan.

Ministro Flávio Dino durante sessão da Primeira Turma do STF (Foto: Reprodução)
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  • O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, suspendeu repasses de emendas parlamentares, conhecidas como emendas Pix, para nove cidades, incluindo Rio de Janeiro e Macapá.
  • A decisão ocorreu após a Controladoria-Geral da União identificar irregularidades, especialmente em emendas destinadas ao prefeito Antônio Furlan.
  • O relatório da CGU aponta quatro emendas ligadas à gestão de Furlan, paralisadas por suspeitas de superfaturamento.
  • As emendas mais significativas são do senador Lucas Barreto, totalizando cerca de R$ 18 milhões, e outras do deputado Vinícius Gurgel e da ex-deputada Patrícia Ferraz, que alocaram R$ 6,4 milhões e R$ 6,8 milhões, respectivamente.
  • Os parlamentares negam irregularidades e afirmam que atuaram dentro de suas funções, enquanto a Prefeitura de Macapá se compromete a prestar esclarecimentos sobre a situação.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, suspendeu os repasses de emendas parlamentares, conhecidas como emendas Pix, para nove cidades, incluindo as capitais Rio de Janeiro e Macapá. A decisão foi tomada após a Controladoria-Geral da União (CGU) identificar irregularidades na destinação dos recursos, especialmente em relação ao prefeito Antônio Furlan (MDB).

O relatório da CGU destaca quatro emendas direcionadas à gestão de Furlan, que foram paralisadas por suspeitas de superfaturamento. Dentre essas, duas são do senador Lucas Barreto (PSD-AP), uma do deputado Vinícius Gurgel (PL-AP) e outra da ex-deputada Patrícia Ferraz (Podemos-AP). Os parlamentares negam qualquer irregularidade e defendem que atuaram dentro de suas funções ao destinar recursos para melhorias na cidade.

As emendas de Barreto são as mais significativas, totalizando cerca de R$ 18 milhões cada, com projetos que incluem a construção de passarelas e a reforma de unidades de saúde em Macapá. Gurgel e Ferraz também alocaram valores consideráveis, com emendas de R$ 6,4 milhões e R$ 6,8 milhões, respectivamente, voltadas para a revitalização de praças e parques.

Reações dos Parlamentares

Barreto afirmou que seu trabalho é acompanhar a entrega dos serviços e que a cidade de Macapá passou por transformações visíveis. Ele criticou adversários políticos que, segundo ele, distorcem os fatos em relação à decisão do STF. Gurgel, por sua vez, ressaltou que não tem controle sobre o processo de licitação das obras e que sua função é legislar, deixando a execução a cargo da prefeitura.

A Prefeitura de Macapá, em nota, declarou que está ciente da suspensão dos repasses e que se compromete a prestar esclarecimentos aos órgãos competentes. A administração municipal enfatizou seu compromisso com a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos, destacando o ritmo acelerado de desenvolvimento da cidade nos últimos anos.

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