- O presidente da Câmara, Hugo Motta, enfrenta dificuldades para equilibrar sua relação com o governo Lula e a ala bolsonarista.
- Motta não consegue pautar a anistia a Jair Bolsonaro e se mostra fraco entre os congressistas.
- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, foi recebido em Brasília para discutir interesses da direita.
- A cúpula da Câmara considera a anistia improvável sem o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
- Integrantes do Centrão, que antes apoiavam a demanda bolsonarista, agora veem a possibilidade de perdão como remota.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), enfrenta um cenário desafiador ao tentar equilibrar sua relação com o governo Lula e a ala bolsonarista. Recentemente, Motta tem se mostrado cada vez mais fraco entre os congressistas, sem conseguir pautar a anistia a Jair Bolsonaro e recebendo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em Brasília para articular interesses da direita.
Motta, que possui a caneta para pautar, não consegue liderar o colégio de líderes e seus aliados afirmam que ele busca apenas dar um ar de normalidade aos trabalhos da Casa. A tentativa de deixar a reforma administrativa como marca de sua gestão também não tem avançado. O presidente da Câmara tem sinalizado apoio a matérias de interesse do Planalto, como a medida provisória que reduz a conta de luz.
Relações Políticas
Enquanto isso, Motta se prepara para receber Tarcísio em Brasília, onde o governador articulará temas em favor de Bolsonaro. Apesar da pressão crescente pela anistia, especialmente após a condenação do ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Motta já deixou claro que não enfrentará essa batalha sozinho. A cúpula da Câmara avalia que, sem o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que se opõe à pauta, não vale a pena desgastar-se com o STF.
A situação se complica ainda mais, pois até mesmo integrantes do Centrão, que inicialmente apoiavam a demanda bolsonarista, agora consideram a possibilidade de um perdão ao ex-presidente como improvável. A articulação de Motta, portanto, se torna cada vez mais delicada, refletindo a fragilidade de sua posição no Congresso.
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