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ICE aumenta uso de monitores de tornozelo em imigrantes com processos pendentes

O uso de pulseiras eletrônicas e do aplicativo SmartLINK cresce, enquanto organizações criticam a vigilância como uma "gaiola digital"

Imigrante com um rastreador eletrônico no tornozelo por ordem do ICE (Foto: Reprodução)
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  • A Immigration and Customs Enforcement (ICE) aumentou o uso de pulseiras eletrônicas para monitorar imigrantes em processos de deportação e regularização.
  • Atualmente, 29.089 imigrantes estão sob vigilância, refletindo uma estratégia da administração de Donald Trump.
  • O programa de Alternativas à Detenção (ATD) conta com 181.401 participantes, permitindo que imigrantes permaneçam em casa enquanto aguardam decisões judiciais.
  • O custo diário do monitoramento eletrônico é inferior a R$ 20, comparado a R$ 760 por imigrante em centros de detenção.
  • Organizações de defesa dos direitos dos imigrantes criticam essa prática, chamando-a de “gaiola digital”.

A Immigration and Customs Enforcement (ICE) intensificou o uso de pulseiras eletrônicas para monitorar imigrantes com processos pendentes. Atualmente, 29.089 imigrantes estão sob vigilância em todo o país, refletindo uma estratégia da administração de Donald Trump para aumentar a supervisão de estrangeiros.

O programa de Alternativas à Detenção (ATD), que permite que imigrantes permaneçam em casa enquanto aguardam decisões judiciais, conta com 181.401 participantes. Essa abordagem se torna uma alternativa viável, especialmente em um cenário de aumento no número de detidos, que chega a 58.766. O uso de dispositivos eletrônicos é considerado uma solução de baixo custo, com um gasto diário de menos de R$ 20 por participante, em comparação aos R$ 760 para cada imigrante em centros de detenção.

Os imigrantes são monitorados por meio de pulseiras, que utilizam tecnologia de GPS, ou pelo aplicativo SmartLINK, que já registra 148.717 usuários. Esses dispositivos permitem que os imigrantes enviem imagens, se registrem com autoridades e acessem informações sobre suas audiências. Em algumas localidades, como El Paso, o número de imigrantes com pulseiras é o dobro em relação aos que usam o aplicativo, enquanto em Harlingen, a situação se inverte.

Organizações de defesa dos direitos dos imigrantes criticam essa prática, chamando-a de “gaiola digital”. A ICE defende que o programa ATD é essencial para garantir que os imigrantes cumpram as condições de liberação e participem de serviços de gestão de casos. A crescente vigilância levanta questões sobre os direitos dos imigrantes e o impacto das políticas de imigração nos Estados Unidos.

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