- A Justiça de São Paulo absolveu Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por um disparo acidental de arma de fogo em 2023.
- O incidente ocorreu durante uma discussão com sua esposa em Caieiras, resultando em sua prisão por suposta violência doméstica.
- Inicialmente, Tagliaferro foi condenado a dois anos e oito meses de reclusão, mas a Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) acolheu seu recurso por unanimidade.
- O disparo aconteceu quando um policial tentava retirar a arma de Tagliaferro, que alegou que foi acidental.
- Apesar da absolvição, ele ainda enfrenta um pedido de extradição e acusações de vazamento de informações confidenciais, estando atualmente na Itália.
A Justiça de São Paulo absolveu Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes no TSE, por um disparo acidental de arma de fogo ocorrido em 2023. O incidente, que resultou em sua prisão por suposta violência doméstica, aconteceu durante uma discussão com sua esposa em Caieiras (SP). Inicialmente, Tagliaferro foi condenado a dois anos e oito meses de reclusão, mas a Quarta Câmara Criminal do TJ-SP decidiu, por unanimidade, acolher seu recurso e determinar a devolução de sua arma.
Durante a briga, a esposa de Tagliaferro relatou que ele chegou em casa alterado e a ameaçou. O disparo ocorreu quando um policial tentava retirar a arma de sua mão, e o ex-assessor alegou que foi acidental. A defesa de Tagliaferro, liderada pelo advogado Eduardo Kuntz, celebrou a decisão do tribunal, que considerou o disparo não intencional e não relacionado a violência psicológica.
Desdobramentos Legais
Apesar da absolvição, Tagliaferro ainda enfrenta um pedido de extradição e acusações de vazamento de informações confidenciais. Ele se encontra na Itália e é alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), onde foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República. As acusações incluem violação de sigilo funcional e obstrução de investigações.
Tagliaferro alega ser vítima de perseguição política e acusa Moraes de forjar documentos contra ele. A defesa destacou que a decisão do TJ-SP reestabelece a dignidade do ex-assessor, que continua a gerar repercussões no cenário jurídico e político do Brasil.
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