- O ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Pontes, foi assassinado a tiros de fuzil em Praia Grande na noite de segunda-feira, 15.
- O crime ocorreu enquanto ele dirigia e seu carro foi perseguido e colidiu com um ônibus.
- Imagens mostram homens descendo de outro veículo e disparando contra o automóvel da vítima.
- O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, informou que dois suspeitos foram identificados e que pedirá a prisão temporária deles.
- Derrite negou a necessidade de ajuda federal na investigação, apesar da oferta do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.
O ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Pontes, foi assassinado a tiros de fuzil na noite de segunda-feira, 15, em Praia Grande. O crime ocorreu enquanto ele dirigia, quando seu carro foi perseguido e colidiu com um ônibus. Imagens mostram homens descendo de outro veículo e disparando contra o automóvel da vítima. Pontes, de 63 anos, estava aposentado da Polícia Civil e atuava como secretário de Administração da cidade desde janeiro de 2023.
Três semanas antes de sua morte, Ruy Pontes participou de um podcast onde discutiu a evolução do Primeiro Comando da Capital (PCC), afirmando que o grupo deixou de ser assistencial e se transformou em um comércio de drogas. Ele destacou a corrupção interna e a mudança de foco dos líderes, que passaram a lucrar com o tráfico internacional. “O PCC não é mais um grupo que foi constituído para ajudar os presos”, afirmou Pontes, enfatizando que o dinheiro do tráfico internacional não retorna ao grupo, mas sim aos líderes.
Investigação do Crime
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, informou que a polícia já identificou dois suspeitos do assassinato de Pontes e que pedirá a prisão temporária deles. Derrite também negou a necessidade de ajuda federal na investigação, apesar da oferta do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Ele afirmou que o aparato do estado é suficiente para responder ao caso.
Pontes, que foi delegado-geral entre 2019 e 2022, comandou importantes divisões da polícia, como o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Sua morte levanta questões sobre a segurança e a corrupção dentro das facções criminosas, além de evidenciar a complexidade do tráfico de drogas em São Paulo.
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