- O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, decidiu que investigados por desvios no Instituto Nacional de Seguridade Social não precisam comparecer à Comissão Parlamentar de Inquérito.
- A decisão foi anunciada nesta segunda-feira, 15, e pode prejudicar os trabalhos da CPI, pois os principais alvos da investigação podem solicitar dispensa ao STF.
- Dois investigados, o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes e o empresário Maurício Camisotti, foram presos na semana passada e tiveram suas audiências canceladas.
- O presidente da CPI, senador Carlos Viana, pretende votar convocações de familiares de Antunes, mas pode enfrentar o mesmo obstáculo legal.
- A decisão do STF limita a capacidade da CPI de ouvir testemunhas-chave e coletar informações sobre os desvios no INSS.
BRASÍLIA – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, decidiu que os investigados por desvios no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) não precisam comparecer à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A decisão, anunciada nesta segunda-feira, 15, pode comprometer os trabalhos da comissão, já que os principais alvos da investigação têm o direito de solicitar dispensa ao STF.
A medida foi tomada para autorizar a dispensa de dois investigados que seriam ouvidos nesta semana: o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o empresário Maurício Camisotti. Ambos foram presos na semana passada pela Polícia Federal, em operação que contou com a autorização de Mendonça. A audiência de Antunes foi cancelada após sua defesa solicitar a dispensa.
Implicações da Decisão
O presidente da CPI, senador Carlos Viana, indicou que pretende votar as convocações de familiares de Antunes, mas essa ação pode enfrentar o mesmo obstáculo legal. O entendimento do ministro se baseia na jurisprudência do STF, que considera inconstitucional a condução coercitiva e garante o direito à não autoincriminação.
Mendonça destacou que, apesar da gravidade das acusações, os investigados mantêm o direito ao silêncio e à não obrigatoriedade de comparecimento. Ele comunicou à Polícia Federal que os investigados podem formalizar o exercício desse direito, inviabilizando sua presença nas audiências da CPI.
A decisão do STF pode impactar significativamente a investigação em curso, uma vez que limita a capacidade da CPI de ouvir testemunhas-chave e coletar informações essenciais para o esclarecimento dos fatos relacionados aos desvios no INSS.
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