- O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou um aumento nos gastos públicos para 2026, após a derrota nas eleições da Província de Buenos Aires.
- O novo orçamento prevê um aumento de 5% nas aposentadorias, 17% em saúde e 8% em educação.
- Milei afirmou que “o pior já passou” e busca conquistar apoio popular antes das eleições de meio de mandato em 26 de outubro.
- A confiança em seu governo caiu 13,6% em agosto, e os títulos argentinos em dólar começaram a se recuperar.
- O governo intensificou esforços para estabilizar a moeda local, ampliando vendas de contratos futuros de dólar.
O presidente argentino Javier Milei anunciou um aumento nos gastos públicos para 2026, após enfrentar uma derrota nas eleições da Província de Buenos Aires. O novo orçamento prevê 5% a mais em aposentadorias, 17% em saúde e 8% em educação, buscando reverter a percepção negativa sobre sua política de austeridade fiscal.
Durante a apresentação do orçamento, Milei afirmou que “o pior já passou”, tentando conquistar apoio popular antes das eleições de meio de mandato em 26 de outubro. A medida é vista como uma tentativa de moderar sua abordagem e atrair votos, especialmente após a queda de 13,6% na confiança em seu governo em agosto.
Os títulos argentinos em dólar começaram a se recuperar, refletindo um tom mais conciliatório do presidente. As notas soberanas subiram, com os vencimentos de 2035 sendo negociados acima de 54 centavos de dólar. A moeda local também interrompeu uma queda de seis dias, embora ainda esteja próxima do limite mais fraco de sua banda de negociação.
Desafios e Expectativas
Milei reconheceu que o ajuste fiscal teve um alto custo social e que é necessário atrair votos para sua coalizão, A Liberdade Avança. O orçamento prevê um crescimento do PIB de 5% e uma inflação anual de 10,1%, mas especialistas alertam que o aumento de gastos pode dificultar o equilíbrio fiscal.
O analista Juan Sola destacou que o discurso de Milei representa um movimento em direção ao centro, essencial para unificar o apoio contra a oposição peronista. No entanto, a situação econômica permanece desafiadora, com crescimento estagnado e inflação ameaçando aumentar.
Em meio a essa turbulência, o governo intensificou esforços para manter o peso dentro de sua faixa de negociação, estabelecida em um acordo com o Fundo Monetário Internacional. O banco central ampliou as vendas de contratos futuros de dólar, buscando estabilizar a moeda e evitar uma nova crise de confiança.
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