- O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou um aumento nos gastos públicos para 2026, incluindo um acréscimo de 5% nas aposentadorias e 17% nos gastos com saúde.
- Durante discurso no Congresso, Milei afirmou que “o pior já passou” em relação à crise econômica, apesar de desafios políticos.
- O governo prevê um crescimento de 5% do PIB e uma inflação anual de 10,1%, com um superávit projetado de 1,4% do PIB.
- O anúncio ocorre após a derrota do partido de Milei, A Liberdade Avança, nas eleições legislativas da província de Buenos Aires, o que impactou negativamente o mercado financeiro.
- O governador de Buenos Aires, Axel Kicillof, criticou Milei, afirmando que o ajuste fiscal afetou setores vulneráveis e que a frase “o pior já passou” reflete promessas não cumpridas.
O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou um aumento nos gastos públicos para 2026, afirmando que “o pior já passou” em relação à crise econômica que o país enfrenta. Durante um discurso no Congresso, Milei apresentou o projeto orçamentário, que inclui um aumento de 5% nas aposentadorias e 17% nos gastos com saúde, além de um incremento de 8% na educação. Ele destacou que o equilíbrio fiscal continuará sendo um “princípio inegociável” de sua gestão.
Após quase dois anos de severo ajuste fiscal, que resultou em cortes significativos em setores sociais, o governo prevê um crescimento de 5% do PIB e uma inflação anual de 10,1%. O superávit projetado é de 1,4% do PIB. Milei descreveu o ajuste fiscal como “o maior da história da humanidade”, permitindo o primeiro equilíbrio fiscal em 14 anos, mas a um alto custo social.
Desafios Políticos
O anúncio ocorre em um contexto político delicado, após a derrota do partido de Milei, A Liberdade Avança, nas eleições legislativas da província de Buenos Aires. Essa derrota impactou negativamente as ações argentinas em Wall Street e na Bolsa de Buenos Aires, além de pressionar o câmbio. O economista Juan Luis Bour, da Fundação de Pesquisas Econômicas Latino-Americanas (FIEL), alertou que os aumentos de gastos podem desafiar a manutenção do equilíbrio fiscal, afirmando que, sem recursos suficientes, cortes em outras áreas serão necessários.
O governador de Buenos Aires, Axel Kicillof, criticou a declaração de Milei, afirmando que a frase “o pior já passou” reflete promessas não cumpridas. Kicillof destacou que o ajuste fiscal afetou setores vulneráveis, como aposentados e pessoas com deficiência. Recentemente, o Congresso rejeitou um veto de Milei a uma lei que destinava mais recursos para a assistência a cidadãos com deficiência, em meio a denúncias de corrupção envolvendo sua irmã, Karina Milei.
A situação política e econômica da Argentina permanece tensa, com a expectativa de novas eleições legislativas em 26 de outubro.
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