- A Promotoria de Paris abriu uma nova investigação sobre a ministra da Cultura da França, Rachida Dati, por não declarar joias avaliadas em até 600 mil euros.
- A investigação ocorre em um contexto de rigorosa fiscalização sobre a transparência de bens de políticos.
- Dati já enfrentou investigações anteriores relacionadas à sua declaração de patrimônio e é acusada de omitir itens com valor superior a 10 mil euros.
- Em resposta, Dati afirmou que nunca cometeu erros em suas declarações e que não há nada a regularizar.
- Além disso, a ministra enfrenta acusações de corrupção e tráfico de influência ligadas ao ex-presidente da Renault-Nissan, Carlos Ghosn, com julgamento agendado para 29 de setembro.
A ministra da Cultura da França, Rachida Dati, enfrenta uma nova investigação da Promotoria de Paris por não declarar joias que podem valer até 600 mil euros. O caso surge em um contexto de rigorosa fiscalização sobre a transparência de bens de políticos no país.
Dati, que já lidou com investigações anteriores relacionadas à sua declaração de patrimônio, é acusada de omitir itens cujo valor supera 10 mil euros, conforme exige a legislação. Em abril, o jornal Libération reportou que as joias não declaradas poderiam ser avaliadas em 420 mil euros. O veículo Blast elevou a estimativa para 600 mil euros, cerca de R$ 3,7 milhões.
Em resposta às acusações, a ministra afirmou em entrevista à rádio France Inter que “nunca cometi nenhum erro em nenhuma declaração” e que não há nada a regularizar. A última declaração de Dati, divulgada pela Alta Autoridade para a Transparência da Vida Pública (HATVP), indicou um patrimônio de aproximadamente 5,6 milhões de euros, incluindo imóveis e contas bancárias.
Acusações Adicionais
Além da investigação atual, Dati também enfrenta acusações de corrupção e tráfico de influência ligadas ao ex-presidente da Renault-Nissan, Carlos Ghosn. O julgamento relacionado a essas acusações está agendado para 29 de setembro. A ministra, filha de imigrantes norte-africanos, nega todas as alegações e mantém sua posição como candidata conservadora à prefeitura de Paris nas eleições de março.
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