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Motta afirma não ter sido consultado sobre estratégia da oposição por Eduardo Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro pode perder o mandato se ultrapassar um terço das faltas na Câmara, enquanto Hugo Motta nega qualquer acordo para protegê-lo.

Presidente da Câmara, Hugo Motta, em evento (Foto: Reprodução)
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  • Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pode ser cassado por faltas na Câmara dos Deputados, com um histórico de ausências desde agosto.
  • O deputado se afastou até julho e pode perder o mandato se não retornar ao Brasil e ultrapassar um terço das faltas.
  • O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou ter feito um acordo para proteger Eduardo da cassação.
  • Motta afirmou que a escolha do líder da minoria, que bolsonaristas querem indicar para Eduardo, cabe às bancadas.
  • Eduardo, que reside nos Estados Unidos, teme ser preso por suas ações contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e não pretende renunciar ao mandato.

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) enfrenta a possibilidade de cassação por faltas na Câmara dos Deputados, com um histórico de ausências desde agosto. O deputado, que se afastou até julho, pode perder o mandato caso não retorne ao Brasil e exceda um terço das faltas nas sessões.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que não participou de um acordo para proteger Eduardo da cassação. Motta declarou que não estava ciente de qualquer movimentação nesse sentido e que a escolha do líder da minoria, cargo que bolsonaristas pretendem indicar para Eduardo, cabe às bancadas. A indicação deve ser anunciada na tarde desta terça-feira pela atual líder, Caroline de Toni (PL-SC).

Bolsonaristas argumentam que um ato da Mesa Diretora, aprovado em 2015, permitiria que líderes justificassem ausências em missões oficiais. Contudo, Motta já sinalizou que o caso de Eduardo será tratado como qualquer outro parlamentar que ultrapassa o limite de faltas. A justificativa das ausências é analisada individualmente pela Mesa.

Eduardo, que atualmente reside nos Estados Unidos, expressou temor de ser preso por suas ações contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele já afirmou que não pretende renunciar ao mandato, mas sua situação se complica com o fim do afastamento. A decisão sobre a cassação não é automática e depende da análise da Mesa Diretora, que já enfrentou casos semelhantes no passado.

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