- O Primeiro Comando da Capital (PCC) é suspeito de envolvimento no assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes.
- O crime ocorreu em Praia Grande e causou grande repercussão no Brasil.
- O PCC, que possui mais de 40 mil membros, gera cerca de R$ 1 bilhão anualmente com atividades ilícitas, principalmente tráfico de drogas.
- A facção foi fundada em 1993, após um jogo de futebol na Casa de Custódia de Taubaté, com o objetivo de proteger seus integrantes.
- A investigação aponta que o assassinato foi parte de uma estratégia de intimidação da organização criminosa.
O Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior facção criminosa do Brasil, é suspeito de estar envolvido no assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, ocorrido em Praia Grande. O crime, que chocou o país, evidencia a persistente violência da organização, que atualmente conta com mais de 40 mil membros e fatura cerca de R$ 1 bilhão por ano com atividades ilícitas, principalmente o tráfico de drogas.
Fundado em 1993, o PCC surgiu após um jogo de futebol na Casa de Custódia de Taubaté, onde um grupo de detentos da capital paulista decidiu se unir para se proteger de abusos e rivalidades. Os idealizadores, conhecidos como “os da capital”, formaram o time Comando Capital e, após vencerem um campeonato interno, decidiram criar uma facção para garantir a segurança de seus membros. Entre os fundadores estavam figuras notórias como Mizael Aparecido da Silva e Idemir Carlos Ambrósio, o Sombra.
A facção se expandiu rapidamente, recrutando novos integrantes à medida que seus membros eram transferidos para outras prisões. O PCC estabeleceu uma série de “políticas” internas, como a proibição de estupros e homicídios injustos, enquanto se opunha a rivais e autoridades. Essa estrutura organizacional permitiu que o PCC se tornasse uma força dominante no sistema prisional e nas ruas.
O assassinato de Ruy Ferraz Fontes, que liderou a Polícia Civil de São Paulo, é um reflexo da crescente audácia do PCC. A força-tarefa que investiga o caso acredita que a facção planejou e executou o crime como parte de uma estratégia de intimidação. A violência da organização, que já vitimou diversos agentes do Estado, continua a ser um desafio para as autoridades brasileiras.
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