- Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia de São Paulo, foi assassinado em uma emboscada em Praia Grande no dia quinze de setembro.
- Ele era alvo do Primeiro Comando da Capital (PCC) desde dois mil e seis, devido a investigações que resultaram na prisão de líderes da facção.
- A polícia identificou dois suspeitos, um deles com ligação ao PCC, e as investigações indicam que a execução foi planejada.
- Fontes estava ciente das ameaças e havia recebido alertas sobre planos de assassinato, mas não estava em um veículo blindado no momento do ataque.
- O velório ocorreu na Assembleia Legislativa de São Paulo, com a presença de autoridades, e ele deixa esposa.
Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia de São Paulo, foi assassinado em uma emboscada em Praia Grande na segunda-feira, 15. Ele era alvo do Primeiro Comando da Capital (PCC) desde 2006, devido ao seu papel em investigações que resultaram na prisão de líderes da facção, incluindo Marcola.
As investigações iniciais indicam que a execução foi planejada, com a polícia identificando dois suspeitos, um deles com histórico no PCC. O promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), afirmou que Ruy estava ciente das ameaças e havia recebido alertas sobre planos de assassinato. Fontes não estava em um veículo blindado no momento do ataque, pois seu carro estava em processo de blindagem.
Câmeras de segurança registraram o momento em que o carro de Ruy foi cercado por criminosos armados. Os executores utilizaram táticas coordenadas, com um grupo atacando enquanto outros faziam a retaguarda. O secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, classificou a ação como “coordenada e planejada”, ressaltando a ousadia do crime organizado.
Contexto das Ameaças
Fontes, que atuava como secretário de Administração em Praia Grande desde 2023, enfrentava ameaças tanto por sua atuação na Polícia Civil quanto por sua nova função. Gakiya mencionou que a facção criminosa tem forte domínio na região, especialmente no tráfico de drogas, e que a morte de Ruy pode estar relacionada a sua atuação na prefeitura.
As investigações estão em andamento, com uma força-tarefa formada por agentes experientes em infiltrações no crime organizado. A possibilidade de envolvimento do PCC é considerada cada vez mais forte, e as autoridades buscam identificar todos os envolvidos na execução.
O velório de Ruy Ferraz Fontes foi realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo, com a presença de diversas autoridades. Ele deixa esposa e não tinha filhos. O crime levanta preocupações sobre a segurança de agentes públicos e a crescente influência do PCC na sociedade.
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