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PGR apoia acordo que aumenta participação do governo na Eletrobras

Aumento na participação do governo no Conselho de Administração da Eletrobras foi autorizado após acordo homologado pelo STF.

Logo da Eletrobras na sede do Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)
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  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet, não se opôs à homologação de um acordo que aumenta a participação do governo na Eletrobras.
  • O acordo, que será analisado pelo ministro Nunes Marques, foi assinado em abril após um ano de conciliação.
  • Com a nova estrutura, o Executivo poderá indicar três dos dez membros do Conselho de Administração da Eletrobras e um membro do Conselho Fiscal.
  • Antes, o governo tinha apenas uma vaga no conselho.
  • A ação foi proposta no início da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, questionando a privatização da empresa realizada durante o governo de Jair Bolsonaro.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não se opõe à homologação de um acordo que amplia a participação do governo no comando da Eletrobras. O acordo, que será analisado pelo ministro Nunes Marques, foi assinado em abril após um ano de conciliação, autorizado pelo STF.

O novo arranjo permite que indicados do Executivo ocupem três das dez cadeiras do Conselho de Administração da Eletrobras, além de um assento no Conselho Fiscal. Anteriormente, o governo tinha apenas uma vaga. A ação foi proposta no início da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, questionando a privatização da empresa, realizada durante a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em seu parecer, Gonet lembrou que seu antecessor, Augusto Aras, havia contestado a regra que limita o poder de voto de acionistas a 10%, mesmo que possuam uma participação maior na companhia. O atual procurador considerou que o acordo “remediou” essa questão, estabelecendo uma contrapartida vantajosa para a União.

O modelo de privatização anterior resultou na perda do controle da Eletrobras pela União, que, apesar de manter cerca de 40% da empresa, enfrentava limitações em sua influência nas decisões estratégicas. O governo buscava uma ampliação de sua participação, embora não na proporção desejada por Lula.

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