- Em 2024, 146 líderes sociais e ambientais foram assassinados ou desapareceram na América Latina.
- A Colômbia lidera as estatísticas de homicídios, seguida pela Guatemala, que apresenta a maior taxa per capita de ativistas mortos.
- O relatório da Global Witness, intitulado Raízes de Resistência, aponta que 120 dos homicídios ocorreram na América Latina, com 68% relacionados a disputas por terras.
- Entre os casos destacados estão Carmelina Yule Paví, que lutava contra o recrutamento de crianças na Colômbia, e Felipe Xo Quib, um pescador guatemalteco que se opôs a projetos de mineração.
- A impunidade é um problema grave, com 89% dos casos arquivados sem justiça, segundo a organização Udefegua.
Em 2024, 146 líderes sociais e ambientais foram assassinados ou desapareceram, com a Colômbia novamente liderando as estatísticas de homicídios. O relatório da Global Witness revela que a Guatemala se tornou o país com a maior taxa per capita de ativistas mortos no mundo.
Entre os casos mais impactantes estão Carmelina Yule Paví, que lutava contra o recrutamento de crianças por grupos armados na Colômbia, e Felipe Xo Quib, um pescador guatemalteco que se opôs a projetos de mineração sem consulta prévia ao povo Q’eqchi’. Esses assassinatos servem como um aviso para outros defensores.
O relatório, intitulado Raízes de Resistência, aponta que 120 dos 146 homicídios registrados em 2024 ocorreram na América Latina. Desde 2012, o total de assassinatos de ativistas na região chega a 2.253, uma média de quase um a cada dois dias. A Colômbia continua a ser a mais afetada, com 48 homicídios, seguida pela Guatemala com 20 e México com 18.
A Violência em Números
A violência contra defensores do meio ambiente é alarmante, com 68% das mortes na América Latina ligadas a disputas por terras. O relatório destaca que a defesa da terra é uma das ocupações mais letais, com 82 dos 120 assassinatos relacionados a conflitos por acesso a recursos naturais.
A situação na Guatemala é particularmente crítica, com um aumento de homicídios de ativistas que saltou de quatro em 2023 para 20 em 2024. Brenda Guillén, da Udefegua, afirma que este é o ano mais mortal do século, exceto por 2018. Ela critica a impunidade, já que 89% dos casos são arquivados sem justiça.
Desafios e Responsabilidades
Os dados revelam que 42 homicídios foram atribuídos a organizações criminosas, enquanto 17 foram cometidos por paramilitares. Além disso, quatro defensores de direitos humanos desapareceram em 2024 em países como Chile e Honduras.
A necessidade de ação é urgente. Astrid Torres, da organização Somos Defensores, enfatiza que a responsabilidade não recai apenas sobre o governo nacional, mas também sobre governadores e prefeitos. A proteção dos ativistas é crucial para evitar que a Colômbia se torne um cemitério para defensores dos direitos humanos.
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