- O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, inaugurou um site turístico arqueológico em Jerusalém Oriental.
- O evento ocorreu na Cidade de Davi, operada pela organização de colonos Elad, no bairro palestino de Silwan.
- A cerimônia marcou a abertura da “Estrada de Peregrinação”, um túnel escavado sob residências palestinas.
- Grupos de direitos palestinos criticaram a visita, considerando-a um apoio à ocupação israelense em áreas sensíveis.
- Moradores de Silwan enfrentam ordens de despejo e demolições de casas, enquanto a ONU aponta essas ações como parte de uma estratégia de apropriação de terras.
O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, inaugurou um site turístico arqueológico em Jerusalém Oriental, gerando controvérsias por sua associação com a expansão de assentamentos israelenses em áreas palestinas. O evento ocorreu na Cidade de Davi, um local operado pela organização de colonos Elad, no bairro palestino de Silwan.
A cerimônia marcou a abertura da chamada “Estrada de Peregrinação”, um túnel escavado sob residências palestinas, próximo à Cidade Velha de Jerusalém. A presença de Rubio foi criticada por grupos de direitos palestinos, que a consideram um apoio à “ocupação” israelense em áreas sensíveis. Fakhri Abu Diab, residente de Silwan, afirmou que a visita de Rubio ignora a história palestina e as demolições de casas na região.
Os moradores de Silwan enfrentam ordens de despejo e demolições de suas casas, com o objetivo de expandir os assentamentos e o parque arqueológico. Segundo a ONU, essas demolições são parte de uma estratégia de apropriação de terras. O diretor de assuntos internacionais da Cidade de Davi, Ze’ev Orenstein, defendeu a escavação, afirmando que segue os padrões da Autoridade de Antiguidades de Israel.
A escavação é considerada um importante marco histórico, ligando o local a uma rua da era romana que levava ao que é reverenciado por judeus como o local dos dois templos bíblicos. A organização Peace Now, que apoia os direitos palestinos, criticou a visita de Rubio, afirmando que representa um reconhecimento da soberania israelense sobre uma área sagrada para diversas religiões.
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