- Flávia Alves Musto foi presa em Pisa, na Itália, após estar foragida desde 2019.
- Ela é acusada de ser a mandante do assassinato de seu ex-marido, Isaías de Lira, em 2005, em Paulista, Pernambuco.
- A prisão ocorreu após seu nome ser incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol.
- O crime foi motivado por ciúmes e possessividade, com Flávia tendo feito ameaças a Isaías dias antes do assassinato.
- Flávia aguarda o processo de extradição para o Brasil, onde o caso será retomado.
Foragida desde 2019, a brasileira Flávia Alves Musto foi presa em Pisa, na Itália, no último sábado. Ela é acusada de ser a mandante do homicídio de seu ex-marido, Isaías de Lira, ocorrido em 2005, em Paulista, Pernambuco. A captura ocorreu após seu nome constar na lista de Difusão Vermelha da Interpol.
O crime, segundo o Ministério Público de Pernambuco, foi motivado por um histórico de ciúmes e possessividade. Flávia e Isaías tiveram um relacionamento tumultuado, com sete separações em dois anos. Na madrugada de 14 de agosto de 2005, homens armados, a mando de Flávia, dispararam contra Isaías em uma estrada de barro no bairro Maranguape II. A motivação do crime foi o ódio que Flávia nutria após a negativa de Isaías em reatar o relacionamento, especialmente ao saber que ele estava com outra pessoa.
Flávia foi condenada pelo Tribunal do Júri de Paulista em 2019, mas fugiu antes de cumprir a pena. Agora, ela aguarda o processo de extradição para o Brasil, onde o caso será retomado. O juiz da Vara Criminal de Paulista, Thiago Fernandes Cintra, está coordenando o pedido de extradição junto ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça da Itália.
Dias antes do assassinato, Flávia havia feito ameaças a Isaías e foi vista procurando por ele. A expectativa é que o processo avance rapidamente, permitindo que a justiça brasileira retome o caso assim que a extradição for concluída.
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