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Câmara deve votar nova proposta de voto secreto para processos contra parlamentares

A emenda aprovada também garante voto secreto nas votações sobre a manutenção das prisões de parlamentares, gerando polêmica e reações contrárias.

Hugo Motta preside a sessão de votação da PEC da Blindagem na Câmara (Foto: Reprodução)
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  • A Câmara dos Deputados aprovou uma emenda que reestabelece o voto secreto para a abertura de processos criminais contra parlamentares.
  • A proposta recebeu 314 votos favoráveis e agora segue para o Senado.
  • O voto secreto havia sido rejeitado anteriormente, quando o partido Novo solicitou uma votação separada, obtendo 296 votos.
  • A emenda também prevê voto secreto nas votações sobre a manutenção das prisões de parlamentares.
  • O líder do PT, Lindbergh Farias, anunciou que irá judicializar a medida, alegando que fere a Constituição.

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira, uma emenda que reestabelece o voto secreto para a abertura de processos criminais contra parlamentares, um ponto central da PEC da Blindagem. A proposta recebeu 314 votos favoráveis e agora segue para o Senado.

O voto secreto havia sido rejeitado anteriormente, quando o partido Novo solicitou uma votação separada, resultando em apenas 296 votos, abaixo dos 308 necessários. Após essa rejeição, líderes do Centrão articularam a reintrodução do dispositivo, com apoio de diversas bancadas, incluindo PP, União Brasil, Republicanos, MDB, PL, PSDB, Avante e Podemos.

Controvérsias e Reações

Durante a votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu a legitimidade da emenda, afirmando que o tema já havia sido aprovado em primeiro turno. Em resposta, o líder do PT, Lindbergh Farias, anunciou que irá judicializar a medida, alegando que a proposta fere a Constituição ao reintroduzir uma matéria já rejeitada na mesma sessão legislativa.

Além do voto secreto, a emenda aprovada prevê que o voto será secreto também nas votações sobre a manutenção das prisões de parlamentares. A votação ocorreu em meio a protestos e críticas sobre a legitimidade do processo, com deputados do PSOL e do Novo questionando a validade regimental da emenda.

Articulações e Outros Temas

Enquanto isso, a negociação sobre a anistia a condenados e investigados pelos atos de 8 de janeiro permanece indefinida. Aliados de Jair Bolsonaro (PL) pressionaram por uma votação urgente, mas ainda não houve consenso sobre qual versão do texto deve ser priorizada. A decisão sobre esse tema será discutida em uma reunião de líderes prevista para o início da tarde.

A aprovação do voto secreto foi articulada em um acordo entre o Centrão e o PT, que buscavam apoio mútuo em suas pautas. A situação na Câmara reflete um cenário de intensas articulações políticas, com a PEC da Blindagem e outras medidas em debate, enquanto o tempo se esgota para a aprovação de propostas essenciais.

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