- A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem foi aprovada, mas com baixa adesão da base governista, especialmente do Partido dos Trabalhadores (PT).
- Apenas doze dos sessenta e sete deputados petistas apoiaram a proposta, gerando descontentamento entre os partidos do Centrão.
- A insatisfação do Centrão pode impactar a votação da Medida Provisória (MP) que amplia a tarifa social da conta de luz, que precisa ser analisada rapidamente.
- A oposição se prepara para dificultar a votação da MP, que expira nesta quarta-feira, dia dezessete.
- O relator da MP, Fernando Coelho Filho, reconheceu as dificuldades e alertou sobre possíveis pautas complicadas que podem atrasar a análise.
Os partidos do Centrão expressaram descontentamento após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, que visa aumentar a proteção judicial para deputados e senadores. A votação, realizada na terça-feira (16), contou com baixa adesão da base governista, especialmente do PT, o que gerou irritação entre os aliados do governo.
Líderes da Câmara notaram que a aprovação da PEC foi inferior ao esperado, com apenas 12 dos 67 deputados petistas apoiando a proposta. A situação se complicou devido a negociações prolongadas, que incluíram mudanças no texto e a troca do relator. Um líder do Centrão comentou que as idas e vindas no texto não ajudaram na aprovação.
Desdobramentos no Congresso
A insatisfação do Centrão pode ter consequências diretas na votação da Medida Provisória (MP) que amplia a tarifa social para a conta de luz. A oposição já se prepara para dificultar a análise da MP, que precisa ser votada rapidamente, pois sua validade expira nesta quarta-feira (17). O governo, por sua vez, está ciente do risco e tenta convencer os deputados sobre a impopularidade da retirada do benefício, que afetaria muitos cidadãos.
Fernando Coelho Filho, relator da MP, também reconheceu as dificuldades que a proposta enfrenta. Ele mencionou que a oposição pode trazer pautas complicadas, como a de anistia, o que pode atrasar ainda mais a votação. A expectativa é de que a situação se torne ainda mais tensa nas próximas horas, com a pressão sobre os parlamentares aumentando.
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