- A União Europeia não apresentará um novo plano climático na ONU na próxima semana, conforme exigido pelo Acordo de Paris.
- A falta de consenso entre os Estados membros resultará em uma declaração de intenções, sem um objetivo concreto para 2035.
- A vice-presidente terceira e ministra para a Transição Ecológica, Sara Aagesen, destacou a importância de não comparecer à cúpula da ONU com as “mãos vazias”.
- A reunião dos ministros europeus em Bruxelas, marcada para quinta-feira, será crucial para discutir a nova meta de redução de emissões.
- A proposta da Comissão Europeia de reduzir as emissões em 90% até 2040 enfrenta resistência de países como França, Alemanha, Itália e Polônia.
A União Europeia (UE) não conseguirá apresentar um novo plano climático na ONU na próxima semana, conforme solicitado pelo Acordo de Paris. A falta de consenso entre os Estados membros resultará em uma declaração de intenções em vez de um objetivo concreto para 2035. A vice-presidente terceira e ministra para a Transição Ecológica, Sara Aagesen, enfatizou que a Europa não pode ignorar a agenda verde e que esforços estão sendo feitos para não comparecer à cúpula da ONU com as “mãos vazias”.
A reunião dos ministros europeus, marcada para quinta-feira, em Bruxelas, será crucial para discutir a nova meta de redução de emissões. A proposta da Comissão Europeia de reduzir as emissões em 90% até 2040 enfrenta resistência de países como França, Alemanha, Itália e Polônia, o que complicou o consenso. Aagesen defende que a única forma de cumprir o Acordo de Paris é estabelecer essa meta ambiciosa.
A situação é preocupante, pois a UE, que historicamente liderou as negociações climáticas, pode perder sua posição de referência. O Acordo de Paris, que completa uma década, visa limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius, com um ideal de 1,5 grau. Até agora, menos de 20% dos países apresentaram seus novos planos de redução de emissões, e a ONU estabeleceu o 24 de setembro como nova data limite para a entrega desses planos.
Diante desse cenário, a presidência dinamarquesa do Conselho Europeu reconhece a necessidade de um consenso e sugere que a declaração de intenções seja uma solução temporária. Especialistas alertam que um objetivo fraco para 2035 poderia prejudicar a ambição para 2040, afetando a competitividade da Europa no cenário global. A pressão aumenta para que a UE chegue à cúpula do clima em novembro, no Brasil, com uma proposta sólida e baseada em ciência.
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