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Israel propõe dividir Gaza como ‘mina de ouro imobiliária’ com apoio dos EUA

Bezalel Smotrich propõe transformar Gaza em um centro turístico e tecnológico, desconsiderando críticas internacionais e a situação humanitária.

Ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, participa de reunião no Parlamento em Jerusalém (Foto: Reprodução)
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  • O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, afirmou que a Faixa de Gaza é uma “mina de ouro” imobiliária.
  • Ele está em negociações com os Estados Unidos sobre a divisão do território após a guerra.
  • Smotrich propôs um plano de negócios para reconstruir a região, desconsiderando críticas internacionais.
  • A ONU estima que 92% das habitações em Gaza foram danificadas ou destruídas desde o início do conflito em outubro de 2023.
  • A proposta de anexar Gaza e deslocar palestinos gera polêmica e condenação internacional, com mais de 65 mil mortes registradas na região.

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, afirmou que a Faixa de Gaza representa uma “mina de ouro” imobiliária e está em negociações com os Estados Unidos sobre a divisão do território após a guerra. Em uma conferência em Tel Aviv, ele destacou que a demolição inicial já foi realizada e que um plano de negócios está em discussão com o governo americano.

Smotrich, conhecido por suas políticas expansionistas, declarou que “pagamos muito dinheiro por esta guerra” e que é necessário discutir como dividir a terra em porcentagens. A proposta de transformar Gaza em um centro turístico e de alta tecnologia foi amplamente criticada pela comunidade internacional. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reiterou a defesa da solução de dois Estados e pediu um cessar-fogo imediato.

A situação em Gaza se agravou desde o início do conflito em outubro de 2023, com a ONU estimando que 92% das habitações foram danificadas ou destruídas. A nova ofensiva israelense resultou em um êxodo significativo de civis, com muitos palestinos fugindo da cidade em busca de segurança. A ONU também denunciou um possível genocídio em Gaza, uma acusação que Israel rejeita, alegando que os relatórios são tendenciosos.

Reações e Implicações

As declarações de Smotrich e a escalada do conflito geraram forte condenação internacional. O governo israelense enfrenta sanções da União Europeia, enquanto a ONU estima que mais de 65 mil pessoas já perderam a vida em Gaza, a maioria mulheres e crianças. A proposta de Smotrich de anexar Gaza ao território israelense e a ideia de deslocar palestinos para outras áreas continuam a ser temas polêmicos, levantando debates sobre o futuro da região.

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