- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, expressou preocupação com a pressa em discutir indultos ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal.
- Lula afirmou que não há necessidade de urgência nesse debate e que o foco deve ser nos processos judiciais em andamento.
- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, declarou que concederia indulto a Bolsonaro se eleito presidente em 2026.
- Lula classificou essa discussão como precipitada e ressaltou que a responsabilidade sobre anistias é do Legislativo e do Judiciário.
- O presidente também se mostrou confiante em enfrentar Bolsonaro nas eleições de 2026, destacando a imparcialidade da Justiça brasileira.
SÃO PAULO e BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou sua preocupação com a pressa de políticos, como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), em discutir indultos ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista à BBC, Lula destacou que não há necessidade de urgência nesse debate, enfatizando que o foco deve ser o andamento dos processos judiciais.
O governador Tarcísio já declarou que, se eleito presidente em 2026, seu primeiro ato seria conceder indulto a Bolsonaro. Lula, por sua vez, classificou essa discussão como precipitada e ressaltou que é fundamental aguardar o comportamento do Congresso Nacional. Ele afirmou que a questão da anistia é uma responsabilidade do Legislativo e do Judiciário.
Cautela nas Decisões
Sobre a possibilidade de vetar uma eventual anistia que beneficie os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, Lula reiterou que essa é uma questão do Poder Judiciário. Ele observou que muitos processos ainda estão em andamento e que é preciso aguardar o desenrolar das investigações. O presidente também se distanciou da articulação em curso no Congresso, afirmando que o presidente da República não deve interferir em assuntos legislativos.
Questionado sobre a possibilidade de enfrentar Bolsonaro nas eleições de 2026, Lula afirmou que não teme essa disputa. Ele recordou sua vitória em 2022, mesmo diante de manobras que, segundo ele, utilizaram a “máquina pública” para favorecer Bolsonaro. Lula também refutou a ideia de que o ex-presidente é alvo de perseguição política pelo STF, defendendo a imparcialidade da Justiça brasileira e destacando que as instituições operam dentro da legalidade democrática.
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