- Stephen Miran, novo governador do Federal Reserve, foi o único a discordar da redução da taxa de juros em um quarto de ponto percentual.
- Em sua primeira reunião no Comitê Federal de Mercado Aberto, ele propôs um corte mais agressivo de meio ponto.
- Miran foi indicado por Donald Trump e assumiu o cargo na segunda-feira, ocupando a vaga deixada por Adriana Kugler, que renunciou sem explicações.
- Outros governadores, como Michelle Bowman e Christopher Waller, que discordaram na reunião anterior, apoiaram a decisão da maioria desta vez.
- A nomeação de Miran levanta preocupações sobre a independência do Federal Reserve, especialmente após a tentativa de Trump de demitir a governadora Lisa Cook, que foi barrada por um tribunal.
Stephen Miran, recém-nomeado governador do Federal Reserve, foi o único a discordar da decisão do banco central de reduzir a taxa de juros em um quarto de ponto percentual. Em sua primeira reunião no Comitê Federal de Mercado Aberto, Miran propôs um corte mais agressivo de meio ponto.
Miran, indicado por Donald Trump para o cargo, tomou posse na segunda-feira e já se posicionou de forma contrária à maioria dos membros do comitê, que apoiaram a decisão do presidente Jerome Powell. Governadores como Michelle Bowman e Christopher Waller, que haviam discordado na reunião anterior, alinharam-se desta vez com a maioria.
A nomeação de Miran preencheu a vaga deixada por Adriana Kugler, que renunciou sem explicações. A escolha de Miran é vista como uma tentativa de Trump de influenciar a política monetária, uma vez que ele já nomeou três dos sete membros do Fed. Além disso, Trump havia tentado demitir a governadora Lisa Cook, mas um tribunal impediu essa ação, e a Casa Branca anunciou que apelará da decisão.
Miran, que também preside o Conselho de Consultores Econômicos da Casa Branca, optou por tirar uma licença não remunerada em vez de renunciar ao cargo. Sua posição no Fed se estenderá até 31 de janeiro de 2026, quando o mandato de Kugler terminaria. A situação atual levanta preocupações sobre a independência do Federal Reserve em meio a pressões políticas.
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