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Moraes decide manter prisão de general que planejou assassinato de Lula

Ministro do Supremo Tribunal Federal destaca a gravidade das acusações contra o general e a falta de novos argumentos para sua soltura

General de brigada Mário Fernandes em uniforme militar (Foto: Reprodução)
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  • O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu manter a prisão do general Mario Fernandes.
  • Fernandes está detido desde novembro de 2024, acusado de envolvimento em uma trama golpista.
  • A defesa não apresentou novos argumentos para justificar a soltura do general.
  • Moraes comparou o caso de Fernandes ao de Jair Bolsonaro, mas destacou que as circunstâncias são diferentes.
  • O general admitiu ter escrito um plano que previa o assassinato de figuras políticas, mas negou que tenha levado a ideia adiante.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta quarta-feira, 17, manter a prisão do general Mario Fernandes, acusado de envolvimento em uma trama golpista. Fernandes está detido desde novembro de 2024, e sua defesa não apresentou novos argumentos para justificar a soltura.

Em seu despacho, Moraes destacou que as circunstâncias do caso permanecem inalteradas e que não houve fatos novos que justificassem a revisão da prisão preventiva. O ministro comparou a situação de Fernandes à de Jair Bolsonaro, que também é réu na mesma trama, mas ressaltou que as condições dos dois casos são distintas. Para Moraes, a análise das medidas cautelares deve ser feita de forma individualizada.

A defesa do general argumentou que ele deveria receber tratamento semelhante ao de Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar. Contudo, Moraes enfatizou que a mera comparação não é suficiente para alterar a decisão vigente. Fernandes, que atuou como chefe substituto da Secretaria-Geral da Presidência durante o governo Bolsonaro, é acusado de ter elaborado o plano “Punhal Verde Amarelo”, que previa o assassinato do presidente, do vice e do próprio ministro.

Em depoimento ao STF, o general admitiu ter escrito o plano, mas negou que tenha levado a ideia adiante, alegando que se tratava apenas de um pensamento pessoal. A defesa alega que a impressão do documento no Palácio do Planalto foi uma coincidência, mas a Procuradoria-Geral da República considera a participação de Fernandes na trama como um elemento grave.

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