- O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a escolta e o transporte do ex-presidente Jair Bolsonaro sejam feitos apenas pela Polícia Federal e pela Polícia Penal.
- A decisão foi anunciada em 17 de setembro e exclui o Gabinete de Segurança Institucional, que agora ficará responsável apenas pela proteção dos familiares de Bolsonaro.
- A medida foi tomada após um incidente de segurança durante o retorno de Bolsonaro ao domicílio, onde ele ficou cercado por apoiadores, gerando preocupações.
- Moraes ressaltou a necessidade de padronização nos deslocamentos para garantir a segurança e a ordem pública.
- Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde agosto e foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a escolta e o transporte do ex-presidente Jair Bolsonaro sejam realizados exclusivamente pela Polícia Federal e pela Polícia Penal. A decisão, anunciada nesta quarta-feira, 17, exclui a participação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que agora se concentrará apenas na proteção dos familiares de Bolsonaro.
A medida foi tomada após um incidente de segurança ocorrido durante o retorno de Bolsonaro ao domicílio após exames hospitalares. O ex-presidente, que estava em prisão domiciliar, ficou cerca de cinco minutos em pé, cercado por apoiadores que o saudavam, o que gerou preocupações sobre a segurança. A Polícia Penal justificou a demora no embarque alegando a presença de uma grande aglomeração de pessoas, o que poderia causar desordem.
Padronização da Segurança
Moraes enfatizou a necessidade de padronização nos deslocamentos do ex-presidente para garantir a segurança e a ordem pública. Ele destacou que o desembarque e embarque de Bolsonaro ocorreram em local inadequado e ao ar livre, o que comprometeu a segurança do custodiado. O ministro também mencionou que a presença de Bolsonaro em uma entrevista coletiva improvisada do médico que o atendeu contribuiu para a situação.
A decisão reflete a crescente preocupação com a segurança pública e a necessidade de um controle mais rigoroso sobre os deslocamentos de figuras públicas em situações delicadas. Com a nova diretriz, o governo busca evitar problemas semelhantes aos ocorridos no último domingo, quando a segurança do ex-presidente foi comprometida.
Consequências Legais
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde agosto e, em outubro, foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. A nova diretriz de segurança, além de refletir a situação legal do ex-presidente, também visa assegurar que os procedimentos de transporte sejam realizados de forma mais organizada e segura, minimizando riscos à ordem pública.
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