- Selma de Carvalho, de 51 anos, denunciou racismo após ser acusada de furto em uma loja de festas em Nova Iguaçu, no dia 16 de setembro de 2025.
- O segurança retirou um frasco de sua bolsa e a fotografou sem consentimento.
- Após a abordagem, Selma teve convulsões e foi levada a um hospital psiquiátrico.
- Seu filho, Ananias Ferreira da Silva Junior, registrou a ocorrência e filmou a situação, mostrando a mãe visivelmente abalada.
- A loja, Grupo Vivian Festas, lamentou o ocorrido e afirmou que está apurando o caso e implementando medidas corretivas.
Uma mulher de 51 anos, Selma de Carvalho, denunciou um caso de racismo após ser acusada de furto em uma loja de festas em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na terça-feira, 16 de setembro de 2025. O segurança da loja retirou um frasco de sua bolsa, alegando que ela havia furtado o item, e a fotografou sem consentimento.
Selma relatou que o segurança, ao perceber que o frasco não era vendido na loja, tentou devolvê-lo, alegando que ela o havia esquecido. A mulher, que já enfrenta problemas de saúde mental, como depressão e síndrome do pânico, passou mal após a abordagem e teve convulsões. Sua vizinha a ajudou e acionou seu filho, Ananias Ferreira da Silva Junior, que registrou a ocorrência e filmou a situação.
Em um vídeo que viralizou nas redes sociais, Ananias mostrou a mãe sentada no chão da loja, visivelmente abalada. Ele afirmou que a equipe da loja só chamou uma ambulância após sua chegada e a gravação da cena. Selma foi levada a um hospital psiquiátrico, onde recebeu atendimento e teve alta após a administração de um calmante.
Reação da Loja
O Grupo Vivian Festas, responsável pela loja, lamentou o ocorrido e reconheceu o desconforto causado. Em nota, a empresa afirmou que está realizando uma apuração rigorosa sobre o caso e que medidas corretivas serão implementadas. O gerente da unidade foi orientado a reforçar o treinamento da equipe para evitar que situações semelhantes se repitam.
Ananias também afirmou ter obtido imagens de câmeras de segurança que comprovam que sua mãe pagou pelo frasco em outro comércio antes de entrar na loja. O caso ocorre em um contexto de aumento das denúncias de racismo no Brasil, onde processos por injúria racial cresceram 600% nos últimos anos. Mãe e filho registraram um boletim de ocorrência na quarta-feira, 17 de setembro, e aguardam desdobramentos da investigação.
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