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Palestina reforça mensagem a Israel sobre fim da ocupação e ilusões de poder

Reconhecimento do Estado da Palestina por 142 países na ONU é visto como um avanço para a autodeterminação palestina e pressiona Israel sobre a ocupação

Homem chamado Varsen Aghabekian Shahin em uma foto (Foto: Reprodução)
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  • A ministra das Relações Exteriores da Palestina, Varsen Aghabekian Shahin, afirmou que o reconhecimento do Estado da Palestina por vários países na ONU é uma mensagem a Israel sobre a ocupação.
  • A Assembleia Geral da ONU adotou a “Declaração de Nova York”, que condena o Hamas e propõe a entrega de armas à Autoridade Nacional Palestina.
  • A declaração, apoiada por 142 países, pede que o Hamas renuncie ao controle da Faixa de Gaza.
  • Israel votou contra a declaração, considerando-a “vergonhosa” e um “circo político”.
  • A votação teve dez votos contrários e doze abstenções, com a Hungria sendo o único país europeu a se opor.

A ministra das Relações Exteriores da Palestina, Varsen Aghabekian Shahin, destacou que o reconhecimento do Estado da Palestina por diversos países na ONU é uma mensagem clara a Israel sobre suas “ilusões” de continuar a ocupação. Em entrevista à AFP, ela afirmou que este reconhecimento não é simbólico, mas um passo significativo que reafirma o direito à autodeterminação dos palestinos.

A Assembleia Geral da ONU adotou a “Declaração de Nova York”, que visa impulsionar a solução de dois Estados, excluindo a participação do Hamas. O texto, apoiado por 142 países, condena os ataques do Hamas em 7 de outubro e pede a entrega de armas à Autoridade Nacional Palestina. Israel, que votou contra a declaração, a considerou “vergonhosa” e um “circo político”.

A declaração, apresentada por França e Arábia Saudita, enfatiza que o Hamas deve renunciar ao controle da Faixa de Gaza e colaborar com a Autoridade Nacional Palestina. A liderança palestina vê isso como um impulso para o futuro, enquanto Israel critica a falta de menção à responsabilidade do Hamas pela continuidade do conflito.

A votação teve 10 votos contrários, incluindo os de Israel e Estados Unidos, e 12 abstenções. A Hungria foi o único país europeu a se opor, enquanto a maioria dos demais apoiou a resolução. O Ministério das Relações Exteriores de Israel reiterou sua rejeição à decisão, afirmando que ela encoraja o Hamas a persistir na guerra.

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