- Uma rede de contrabando de combustíveis foi desmantelada no México, resultando na prisão de 14 pessoas, incluindo altos oficiais da Marinha.
- A operação, iniciada em junho de 2023, gerou lucros de pelo menos 150 milhões de dólares.
- Os criminosos usavam navios-tanque para transportar combustíveis disfarçados como aditivos para óleo lubrificante.
- Foram identificadas 69 embarcações e 564 milhões de litros de combustível contrabandeados, com foco no porto de Tampico.
- O governo considera as prisões um avanço significativo no combate à corrupção, e as investigações continuam em busca de mais envolvidos.
Uma rede de contrabando de combustíveis foi desmantelada no México, resultando na prisão de 14 pessoas, incluindo altos oficiais da Marinha. As investigações revelaram que a operação, iniciada em junho de 2023, gerou lucros de pelo menos 150 milhões de dólares.
Os criminosos utilizavam navios-tanque para transportar combustíveis disfarçados como aditivos para óleo lubrificante. A operação se concentrou principalmente no porto de Tampico, onde foram registradas 31 remessas ilegais. No entanto, documentos indicam que a atividade criminosa se estendeu a 69 embarcações, totalizando 564 milhões de litros de combustível contrabandeados.
Estrutura da Rede
Os líderes da rede, Manuel Roberto e Fernando Farías Laguna, ocupam altos cargos na Marinha e são sobrinhos do atual Secretário da Marinha, José Rafael Ojeda Durán. Eles teriam usado sua influência para colocar aliados em posições estratégicas nas alfândegas, facilitando o contrabando. A operação foi identificada como huachicol fiscal, uma forma de evasão fiscal que permite a entrada de combustíveis sem o pagamento de impostos.
As investigações começaram após a apreensão de um navio que, apesar de declarar transportar aditivos, continha combustível. Essa descoberta levou a buscas que resultaram na apreensão de 10 milhões de litros de diesel e outros materiais relacionados ao contrabando.
Implicações e Reações
O governo de Claudia Sheinbaum considera essas prisões um dos maiores avanços no combate à corrupção até agora. O atual Secretário da Marinha, Raymundo Pedro Morales, abordou o esquema de corrupção durante um desfile militar, afirmando que a situação não poderia ser ignorada. A investigação continua, com mais nomes de envolvidos surgindo à medida que as autoridades aprofundam suas apurações.
A operação de contrabando se intensificou nos últimos anos, com um aumento significativo no número de embarcações e volume de combustível contrabandeado. Em apenas três meses deste ano, a rede enviou 19 navios, superando os números de anos anteriores. A situação revela um padrão de impunidade que, segundo especialistas, já perdura há mais de cinco anos, com um aumento nas importações de lubrificantes sem justificativa econômica.
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