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Redes sociais fomentam polarização, afirma presidente de EL PAÍS

Líderes de comunicação na Europa alertam sobre a polarização causada por plataformas digitais e pedem regulação para proteger a liberdade de imprensa.

Ursula von der Leyen, presidenta da Comissão Europeia, recebe representantes da aliança Lena em Bruxelas, incluindo Joseph Oughourlian, presidente do grupo Prisa e EL PAÍS (Foto: Reprodução)
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  • O ordenamento internacional liberal enfrenta desafios com o aumento do populismo e da ultradireita, além de crises geopolíticas, como a guerra na Ucrânia e em Gaza.
  • Recentemente, líderes de meios de comunicação europeus se reuniram em Bruxelas para discutir a ameaça das plataformas digitais à liberdade de imprensa.
  • Joseph Oughourlian, presidente do Grupo Prisa, afirmou que as plataformas digitais promovem a polarização e prejudicam a qualidade do debate público.
  • Os editores presentes destacaram a necessidade de regulação do setor digital para proteger os meios de comunicação da canibalização de seu conteúdo.
  • A aliança LENA, que reúne jornais de diferentes orientações políticas, busca fortalecer a cooperação entre os meios de comunicação para defender os valores democráticos.

O ordenamento internacional liberal enfrenta desafios crescentes, com o aumento do populismo e da ultradireita, além de crises geopolíticas como a guerra na Ucrânia e em Gaza. Recentemente, líderes de meios de comunicação europeus se reuniram em Bruxelas para discutir a ameaça das plataformas digitais à liberdade de imprensa e à credibilidade jornalística.

Durante o debate, Joseph Oughourlian, presidente do Grupo Prisa, destacou que as plataformas digitais fomentam a polarização, prejudicando a qualidade do debate público. Ele afirmou que essas redes sociais priorizam o entretenimento em detrimento da informação, o que compromete o papel da imprensa como fiscalizadora da democracia. Oughourlian também alertou sobre a influência negativa de gigantes tecnológicos, como Google e Meta, que não apenas afetam o modelo de negócios dos meios tradicionais, mas também questionam sua credibilidade.

Os editores presentes no encontro, que faz parte da aliança LENA, enfatizaram a necessidade de regulação do setor digital. Pietro Supino, presidente do grupo TX, ressaltou que, embora as plataformas digitais apresentem desafios, também oferecem oportunidades, como a promoção da alfabetização mediática. No entanto, ele defendeu uma regulação que proteja os meios de comunicação da canibalização de seu conteúdo.

A liberdade de imprensa está sob ameaça em vários países europeus, como Polônia e Hungria, onde o autoritarismo tem silenciado vozes críticas. Bartosz T. Wielinski, do diário Gazeta Wyborcza, apontou que as plataformas digitais estão sendo usadas para manipular a opinião pública, criando um ambiente hostil à democracia.

Por fim, a aliança LENA, que reúne jornais de diferentes orientações políticas, busca fortalecer a cooperação entre os meios de comunicação. A união é vista como uma estratégia vital para enfrentar as pressões externas e garantir a defesa dos valores democráticos em um cenário cada vez mais polarizado.

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