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Senador Otto Alencar se opõe à PEC da Blindagem e promete barrar sua aprovação no Senado

Proposta prevê mudanças nas regras para abertura de processos criminais e amplia foto privilegiado.

Congresso Nacional
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  • O presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Otto Alencar, se opôs à PEC da Blindagem nesta quarta-feira, 17 de outubro.
  • A proposta visa ampliar as prerrogativas legais de parlamentares, dificultando prisões e processos criminais contra deputados e senadores.
  • Alencar afirmou que a proposta não passará no Senado, que atua como Casa revisora.
  • A PEC já foi aprovada em dois turnos na Câmara e será enviada ao Senado após análise dos destaques.
  • A bancada do PSD orientará voto contra a proposta, que teve apoio dividido na Câmara, com 53% dos integrantes do PSD a favor.

O presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), manifestou sua oposição à PEC da Blindagem nesta quarta-feira, 17 de outubro. Ele afirmou que irá trabalhar para barrar o avanço da proposta, que visa ampliar as prerrogativas legais de parlamentares, dificultando a prisão e a abertura de processos criminais contra deputados e senadores.

Alencar declarou: “No Senado não passa, como Casa revisora”. O texto já foi aprovado em dois turnos na Câmara e deve ser enviado ao Senado após a análise dos destaques. A CCJ é responsável por avaliar a admissibilidade da PEC, que deve estar em conformidade com os pressupostos constitucionais.

Oposição no Senado

O senador ainda não discutiu a questão com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que pode optar por levar a proposta diretamente ao plenário. Alencar considera a PEC “muito negativa para os parlamentares, para o Brasil” e contrária aos interesses do povo. Ele também informou que a orientação da bancada do PSD será contra o texto, que conta com 12 senadores.

Na Câmara, a votação foi dividida, com 53% dos integrantes do PSD apoiando a proposta no segundo turno. A PEC, apresentada em 2021, teve seu debate retomado em agosto, com apoio de integrantes do centrão e do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

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