- O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, concedeu habeas corpus a Nelson Wilians, advogado investigado na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social (CPMI do INSS).
- O habeas corpus garante a Wilians o direito ao silêncio durante o interrogatório agendado para esta quinta-feira, 18 de setembro.
- Wilians é acusado de participar de um esquema de fraudes que movimentou R$ 4,3 bilhões entre 2019 e 2024, com ligações a indivíduos já presos.
- Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras indicam operações financeiras suspeitas no escritório de Wilians, incluindo transações de R$ 28 milhões com Maurício Camisotti.
- Outros interrogatórios estão programados para a mesma data, incluindo o de Rubens Oliveira, sócio de Antônio Carlos Camilo Antunes, que também é investigado.
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu um habeas corpus a Nelson Wilians, advogado investigado na CPMI do INSS, garantindo seu direito ao silêncio durante o interrogatório marcado para esta quinta-feira (18). Wilians é acusado de envolvimento em um esquema de fraudes que movimentou R$ 4,3 bilhões entre 2019 e 2024, com ligações a indivíduos já presos, como Maurício Camisotti e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Os relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicam operações financeiras atípicas nas contas do escritório de Wilians, incluindo transações superiores a R$ 28 milhões com Camisotti. A Polícia Federal investiga se ele utilizou empresas para lavar dinheiro proveniente de descontos ilegais em aposentadorias. Além disso, bens de luxo, como carros e obras de arte, foram apreendidos, levantando suspeitas sobre a ocultação de patrimônio.
Wilians nega as acusações e afirma que os pagamentos a investigados referem-se à compra de um imóvel, com documentação regular. Na mesma sessão, o ministro Luiz Fux também garantiu ao empresário Rubens Oliveira, sócio de Antunes, o direito ao silêncio, mas determinou que ele compareça à CPMI. Oliveira é investigado por atuar como operador financeiro do esquema, com movimentações de R$ 4,9 milhões ligadas a entidades associativas.
Interrogatórios e Desdobramentos
Nesta quinta-feira, além de Wilians e Oliveira, outros interrogatórios estão agendados, incluindo Tania Carvalho dos Santos, esposa de Antunes, e empresários como Milton Salvador de Almeida Junior. A CPMI continua a investigar as complexas relações financeiras que podem estar ligadas a fraudes no INSS, enquanto os parlamentares avaliam a possibilidade de convocar figuras como José Dirceu para depor.
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