- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogou o prazo para que o TikTok se desvincule da ByteDance para 16 de dezembro.
- A decisão ocorre em meio a um acordo com a China para abordar preocupações de segurança nacional.
- Trump anunciou que empresas americanas estão interessadas em adquirir uma participação no TikTok.
- O Congresso dos EUA aprovou uma lei que proíbe o TikTok a menos que encontre um novo proprietário não chinês.
- As negociações entre os EUA e a China visam garantir a segurança dos dados dos usuários americanos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogou pela quarta vez o prazo para que o TikTok, de propriedade da ByteDance, se desvincule de sua controladora chinesa. A nova data limite é 16 de dezembro. Essa decisão ocorre em meio a um acordo com a China que visa resolver preocupações de segurança nacional relacionadas ao aplicativo.
Trump anunciou que um grupo de grandes empresas americanas está interessado em adquirir uma participação no TikTok. Ele deve se reunir com o líder chinês, Xi Jinping, para discutir os detalhes do acordo. Fontes indicam que a ByteDance está buscando novos investidores para reduzir sua participação no TikTok para menos de 20%.
O Congresso dos EUA aprovou uma lei que proíbe o TikTok a menos que encontre um novo proprietário não chinês, citando riscos à segurança nacional. A Suprema Corte manteve essa legislação em janeiro. O TikTok, que possui cerca de 170 milhões de usuários nos EUA, afirma ter implementado medidas de segurança para proteger os dados dos usuários.
Preocupações no Congresso
Parlamentares expressam dúvidas sobre a proposta de venda do TikTok. O presidente da Câmara, Mike Johnson, destacou a “grande preocupação” em relação ao acordo, que inclui empresas como Oracle e Andreessen Horowitz. Legisladores temem que a ByteDance mantenha controle sobre os dados e algoritmos do aplicativo.
As tensões aumentaram após o recente ataque do Hamas a Israel, levando a um clamor por um banimento do TikTok. O senador John Moolenaar reiterou que o aplicativo representa uma ameaça à segurança nacional, permitindo que adversários estrangeiros coletem dados dos cidadãos americanos.
Acordo com a China
O entendimento entre os EUA e a China, alcançado em Madrid, permite que o TikTok continue suas operações no país, desde que respeite condições de segurança de dados. O acordo foi bem recebido por Pequim, que vê isso como um avanço nas relações bilaterais.
As negociações, lideradas pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, abordaram a delegação de operações de dados de usuários americanos. Apesar do progresso, ainda existem questões pendentes, como a ampliação das sanções americanas contra empresas chinesas.
Trump, que inicialmente apoiava a proibição do TikTok, mudou sua postura após se encontrar com investidores. O aplicativo, que se tornou popular durante a pandemia, enfrenta desafios contínuos relacionados à sua propriedade e segurança de dados.
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