- A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ouviu pessoas ligadas ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, nesta quinta-feira.
- Careca e o empresário Maurício Camisotti foram presos na última sexta-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por indícios de ocultação patrimonial e risco de fuga.
- O advogado Nelson Wilians, que representa Camisotti, se negou a assinar um termo de compromisso na CPI e permaneceu em silêncio durante os questionamentos.
- Relatórios da Polícia Federal indicam que Careca movimentou R$ 53 milhões em valores de entidades sindicais e empresas, muito acima da renda mensal que declarava.
- O presidente da CPI, senador Carlos Viana, solicitou à Polícia Legislativa a intimação dos presos, devido à dificuldade em localizá-los.
A CPI do INSS iniciou nesta quinta-feira a oitiva de pessoas ligadas ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, figura central em um esquema de fraudes que envolve bilhões de reais. A convocação de familiares e sócios de Careca foi uma resposta ao seu cancelamento de participação na comissão.
Na última sexta-feira, Careca e o empresário Maurício Camisotti foram presos em uma ação do Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões. As prisões ocorreram devido a indícios de ocultação patrimonial e risco de fuga. A CPI já havia solicitado a prisão preventiva e a quebra de sigilo dos suspeitos.
O advogado Nelson Wilians, que representa Camisotti, se negou a assinar um termo de compromisso na CPI e permaneceu em silêncio durante os questionamentos. Ele admitiu conhecer Camisotti, mas afirmou não ter relação com as investigações. Wilians obteve um habeas corpus que lhe garante o direito de não se manifestar, embora tenha comparecido à sessão.
Relatórios da Polícia Federal indicam que Careca movimentou R$ 53 milhões em valores de entidades sindicais e empresas, muito acima da renda mensal de R$ 24 mil que declarava. Entre 2023 e 2024, ele teria movimentado R$ 9,3 milhões em repasses a pessoas ligadas a servidores do INSS. Após a prisão, Careca foi levado para a Superintendência da PF em Brasília.
O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), solicitou à Polícia Legislativa a intimação dos presos, devido à dificuldade em localizá-los. A CPI continua a investigar as complexas relações entre associações fraudulentas e servidores públicos, com o objetivo de esclarecer as fraudes no INSS.
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