- A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu um prazo de um ano para a retirada de Israel de Gaza, que termina em 18 de setembro de 2024.
- A situação em Gaza continua crítica, com aproximadamente 65 mil palestinos mortos desde o início das hostilidades, em resposta à morte de 1.200 israelenses em outubro de 2023.
- A Amnistia Internacional denunciou 15 empresas, incluindo Boeing e Construções e Auxiliar de Ferrocarriles (CAF), por cumplicidade em crimes de guerra e genocídio em Gaza.
- A ONG exige a suspensão imediata das operações dessas empresas com Israel, destacando a responsabilidade global em relação às violações dos direitos humanos.
- O relatório da Amnistia aponta que as empresas se beneficiam da ocupação ilegal e do apartheid, e algumas, como Comsa e Sidenor, já se retiraram de contratos com Israel.
A Assembleia Geral da ONU estabeleceu um prazo de um ano para que Israel se retirasse de Gaza, mas o término desse período, em 18 de setembro de 2024, não trouxe mudanças significativas. A situação na região permanece crítica, com a invasão terrestre resultando em 65.000 palestinos mortos desde o início das hostilidades, em resposta à matança de 1.200 israelenses em outubro de 2023.
Denúncia da Amnistia Internacional
A Amnistia Internacional denunciou 15 empresas por sua suposta cumplicidade em crimes de guerra e genocídio em Gaza. Entre as empresas citadas estão a Boeing e a Construções e Auxiliar de Ferrocarriles (CAF). A ONG exige que essas corporações cessem suas operações com Israel, ressaltando a responsabilidade global em relação às violações dos direitos humanos.
O relatório da Amnistia, intitulado “Confrontar a economia política global que facilita o genocídio”, aponta que essas empresas se beneficiam da ocupação ilegal e do apartheid. Esteban Beltrán, diretor da Amnistia na Espanha, destacou que há uma responsabilidade compartilhada entre Estados e instituições que apoiam essas corporações.
Empresas Envolvidas
Além da Boeing, acusada de fornecer munições usadas em ataques aéreos em Gaza, a CAF é mencionada por seu envolvimento em projetos de infraestrutura que favorecem assentamentos ilegais. Outras empresas citadas incluem a HD Hyundai e a Lockheed Martin, que fornecem equipamentos militares utilizados em operações israelenses.
A Amnistia Internacional enfatiza que a continuidade das vendas e entregas a Israel por essas empresas perpetua as violações de direitos humanos. A secretária-geral da Amnistia, Agnès Callamard, afirmou que a dignidade humana não deve ser tratada como uma mercadoria e pediu a suspensão imediata das operações. Algumas empresas, como Comsa e Sidenor, já se retiraram de contratos com Israel, demonstrando que é possível agir de forma ética.
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