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Toffoli estabelece prazo de 10 dias para Câmara se manifestar sobre PEC da Blindagem

Ministro do Supremo Tribunal Federal exige explicações sobre irregularidades na votação da proposta que amplia a proteção judicial a parlamentares

Ministro Dias Toffoli durante a sessão plenária do STF (Foto: Reprodução)
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  • O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de dez dias para a Câmara dos Deputados explicar a tramitação da PEC da Blindagem.
  • A decisão foi em resposta a um mandado de segurança do deputado Kim Kataguiri (União-SP), que questiona a validade da proposta aprovada em dois turnos.
  • A PEC visa aumentar a proteção judicial para parlamentares, exigindo autorização do Congresso para que o STF possa abrir ações criminais contra deputados e senadores.
  • A proposta também reintroduz a votação secreta para autorizar prisões em flagrante por crimes inafiançáveis.
  • Kataguiri alega irregularidades na votação e critica a ampliação do foro privilegiado, que pode beneficiar líderes partidários em investigações em andamento.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu um prazo de 10 dias para que a Câmara dos Deputados explique a tramitação da PEC da Blindagem. A decisão foi tomada em resposta a um mandado de segurança do deputado Kim Kataguiri (União-SP), que questiona a validade da proposta aprovada em dois turnos na última terça-feira (16).

A PEC visa aumentar as proteções judiciais para parlamentares, dificultando investigações e processos penais. Entre as principais mudanças, destaca-se a exigência de autorização prévia do Congresso para que o STF possa abrir ações criminais contra deputados e senadores. Além disso, a proposta reintroduz a votação secreta para autorizar prisões em flagrante por crimes inafiançáveis.

Toffoli é relator da ação de Kataguiri, que alega irregularidades na votação, como o uso inadequado de emendas e a realização dos dois turnos no mesmo dia. O deputado argumenta que a proposta confere poderes excessivos a partidos políticos, permitindo que presidentes decidam quem deve ser julgado pelo STF.

Controvérsias na Votação

A votação secreta, que havia sido eliminada anteriormente, gera polêmica. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi acusado de utilizar uma manobra regimental para reintegrar essa prática. Kataguiri critica essa ação, afirmando que compromete a transparência e o debate público.

A PEC também amplia o foro privilegiado para presidentes de partidos com representação no Congresso, o que pode beneficiar figuras como Valdemar Costa Neto (PL) e Antonio Rueda (União Brasil). A proposta é vista como uma reação a investigações em andamento no STF, que envolvem mais de 80 inquéritos relacionados a parlamentares.

A expectativa agora recai sobre a resposta da Câmara e a decisão de Toffoli, que poderá impactar significativamente a tramitação da proposta e a relação entre os poderes. A PEC da Blindagem, se mantida, poderá dificultar a responsabilização de parlamentares, reintroduzindo práticas que muitos consideram prejudiciais à justiça e à transparência.

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