- A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) investiga um esquema de descontos ilegais que afeta aposentados e pensionistas.
- O relator da CPI, Alfredo Gaspar, criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que facilitou a ausência de testemunhas-chave.
- Gaspar anunciou propostas para aumentar a autonomia das CPIs e reduzir a influência do STF nas investigações.
- A CPI também ampliou a investigação para incluir empréstimos consignados e possíveis vínculos com grandes bancos.
- O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes cancelou seu depoimento após a decisão do STF, e Gaspar afirmou que a CPI não permitirá que os envolvidos escapem da responsabilização.
BRASÍLIA – A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está em andamento, sob a relatoria do deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A investigação visa apurar um esquema de descontos ilegais que afeta aposentados e pensionistas, com indícios de corrupção envolvendo parlamentares. Gaspar expressou preocupação com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que tornou facultativa a presença de testemunhas-chave, o que ele considera um “garantismo exacerbado”.
O relator anunciou que a CPI está discutindo propostas para aumentar a autonomia das comissões, buscando reduzir a influência do STF sobre as investigações. “Precisamos ter liberdade para investigar”, afirmou Gaspar, que também destacou a importância de um marco legal que fortaleça o papel do Legislativo na fiscalização.
Além dos descontos associativos, a CPI ampliou sua investigação para incluir empréstimos consignados, com a possibilidade de convocar representantes de grandes bancos. Gaspar mencionou que a apuração está apenas começando e que a CPI busca entender o modus operandi do esquema criminoso, que pode ter raízes em administrações anteriores.
Recentemente, o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, cancelou seu depoimento após a decisão do STF. Gaspar lamentou a situação, afirmando que a CPI não permitirá que os envolvidos escapem da responsabilização. “Estamos determinados a avançar e esclarecer todos os fatos”, concluiu o relator, que tem uma trajetória de 24 anos como promotor de Justiça e agora enfrenta sua maior investigação política.
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