- Uiraponga, distrito de Morada Nova no Ceará, se tornou uma cidade-fantasma após a expulsão de quase todos os seus 2 mil moradores pela facção criminosa GDE.
- Apenas cinco famílias permanecem na localidade, que antes tinha uma igreja, um posto de saúde e uma escola.
- A falta de policiamento e a ausência de estrutura de segurança pública contribuíram para o abandono da região.
- A rivalidade entre as facções TCP Cangaço e GDE intensificou os conflitos, resultando em execuções e ameaças frequentes.
- A Defensoria Pública do Estado do Ceará está buscando soluções para os direitos civis e necessidades da comunidade, mas o retorno dos moradores ainda não ocorreu.
Uiraponga, distrito de Morada Nova no Ceará, se tornou uma cidade-fantasma após a expulsão de quase todos os seus 2 mil moradores pela facção criminosa GDE. A situação se agravou após intensos conflitos entre facções, resultando em um clima de terror e insegurança.
Desde a expulsão, apenas cinco famílias permanecem na localidade, que antes contava com uma igreja, um posto de saúde e uma escola. Hoje, as ruas estão desertas e o comércio, fechado. A falta de policiamento e a ausência de uma estrutura adequada para a segurança pública contribuíram para o abandono.
A rivalidade entre o TCP Cangaço e a GDE intensificou os conflitos. A GDE, após a prisão de líderes do TCP, avançou sobre Uiraponga, buscando eliminar o apoio local ao grupo rival. Execuções em praça pública e ameaças tornaram-se comuns, levando à fuga dos moradores. Um policial militar destacou que o controle exercido pelos traficantes impede que informações sobre a facção cheguem à polícia.
A situação se tornou crítica após a ordem de expulsão da GDE, que visava desmantelar a rede de apoio ao TCP. O clima de medo é palpável, e a presença policial, embora pontual, não é suficiente para garantir a segurança. Wagner Sousa, especialista em segurança pública, afirmou que a sensação de abandono é total, com casas arrombadas e propriedades sendo usadas para consumo de drogas.
A Defensoria Pública do Estado do Ceará informou que está atuando para verificar os direitos civis dos moradores e buscar soluções para as necessidades da comunidade, especialmente nas áreas de educação, saúde e moradia. Entretanto, o retorno dos moradores ainda não ocorreu, e os poucos que ficaram vivem em constante temor.
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