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Dino investiga Bolsonaro e família com inquérito baseado em relatório da CPI da Covid

Ministro Flávio Dino investiga incitação a comportamentos inadequados e fraudes em contratos públicos durante a pandemia de Covid-19.

Ministro Flávio Dino durante sessão no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) (Foto: Reprodução)
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  • O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou um inquérito contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e 23 aliados, incluindo seus filhos.
  • A investigação busca apurar possíveis crimes relacionados à gestão da pandemia de Covid-19, com base no relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid.
  • As suspeitas incluem incitação a comportamentos inadequados e fraudes em contratos públicos.
  • Entre os investigados estão figuras políticas como Carla Zambelli e Bia Kicis, além de ex-ministros como Onyx Lorenzoni e Ernesto Araújo.
  • O inquérito terá um prazo inicial de 60 dias para ser conduzido pela Polícia Federal, podendo ser prorrogado.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e 23 aliados, incluindo seus filhos, para investigar possíveis crimes relacionados à pandemia de Covid-19. A decisão foi tomada com base no relatório final da CPI da Covid, que apontou indícios de irregularidades na gestão da crise sanitária.

A investigação se concentra em suspeitas de incitação a comportamentos inadequados durante a pandemia, além de fraudes em contratos públicos. Entre os investigados estão os filhos de Bolsonaro — Flávio, Eduardo e Carlos — e figuras políticas como Carla Zambelli e Bia Kicis. O inquérito também abrange ex-ministros, como Onyx Lorenzoni e Ernesto Araújo.

Dino destacou que o relatório da CPI, com suas 1.180 páginas, recomendou o indiciamento de 66 pessoas físicas e duas jurídicas, evidenciando a gravidade das acusações. O prazo inicial para a investigação, que será conduzida pela Polícia Federal, é de 60 dias, podendo ser prorrogado.

Detalhes da Investigação

O inquérito visa apurar fraudes em licitações, superfaturamentos e desvios de recursos públicos durante a pandemia. O ministro ressaltou que a CPI identificou indícios de crimes contra a administração pública, como a assinatura de contratos com empresas de fachada para serviços fictícios.

Além disso, a investigação ocorre em um contexto político tenso, com a recente aprovação da PEC da Blindagem, que dificulta investigações contra parlamentares. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, indicou que a tramitação da proposta não será rápida, enfrentando resistência.

A abertura do inquérito representa um desdobramento significativo nas investigações sobre a gestão da pandemia e suas implicações legais. A Procuradoria-Geral da República também foi notificada e deverá se manifestar sobre os próximos passos da investigação.

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