- O deputado federal Eduardo Bolsonaro não participou da votação sobre a urgência do projeto de anistia a envolvidos em atos antidemocráticos, alegando problemas técnicos.
- Ele está nos Estados Unidos desde março e acumula 23 ausências não justificadas na Câmara em 2023.
- Eduardo afirmou que tentou registrar presença e enviou ofícios à Mesa Diretora da Câmara.
- Recentemente, foi nomeado líder da minoria, substituindo a deputada Caroline de Toni, o que pode ser uma estratégia para proteger seu mandato.
- A votação da urgência ocorreu com um placar de 311 a 163 e acelera a tramitação do projeto de anistia apresentado pelo deputado Marcelo Crivella.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não participou da votação que aprovou o requerimento de urgência para o projeto de anistia aos envolvidos em atos antidemocráticos, como os de 8 de janeiro. Desde março, ele reside nos Estados Unidos e, apesar de a sessão ter sido semipresencial, alegou problemas técnicos para justificar sua ausência. Eduardo acumula 23 faltas não justificadas na Câmara em 2023, o que levanta preocupações sobre a possibilidade de cassação de seu mandato.
Em suas redes sociais, Eduardo afirmou que tem tentado registrar presença nas sessões e que enviou ofícios à Mesa Diretora da Câmara. Ele declarou: “Hoje, como líder da minoria, sigo tendo o mesmo problema e, assim, não consigo votar a favor do requerimento de urgência da anistia”. A Constituição prevê a cassação de parlamentares que faltarem a um terço das sessões, mas a decisão não é automática e depende da Mesa Diretora.
Nomeação como Líder da Minoria
Recentemente, Eduardo foi nomeado líder da minoria na Câmara, substituindo a deputada Caroline de Toni (PL-SC). Essa mudança é vista como uma estratégia para proteger seu mandato diante das ausências. Como líder, ele ganha mais espaço político, o que pode ajudar a justificar sua atuação à distância.
A votação da urgência ocorreu com um placar de 311 a 163 e acelera a tramitação do projeto de anistia apresentado pelo deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ). O texto original prevê perdão amplo a todos que participaram de manifestações políticas desde a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. A pressão política no Congresso aumentou após a condenação do ex-presidente a 27 anos de prisão por tentativa de golpe e outros crimes.
Entre na conversa da comunidade