- O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que os processos em andamento não serão afetados pela PEC da Blindagem, aprovada pela Câmara dos Deputados.
- Mendes destacou que os inquéritos já em curso seguirão seu curso normal, independentemente da nova legislação.
- A PEC visa restringir ações judiciais contra parlamentares, exigindo autorização prévia do Congresso Nacional para processos criminais.
- A proposta ainda precisa ser analisada pelo Senado, onde enfrenta resistência, com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Otto Alencar, afirmando que o texto “não passará de jeito nenhum”.
- Mendes também expressou cautela em relação ao projeto de lei da Anistia, que trata de punições a envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que os processos em andamento na Corte não serão impactados pela PEC da Blindagem, aprovada pela Câmara dos Deputados. A declaração foi feita durante um evento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira, 18. Mendes destacou que os inquéritos já em curso seguirão seu curso normal, independentemente da nova legislação.
A PEC, que visa restringir ações judiciais contra parlamentares, determina que deputados e senadores só poderão ser processados criminalmente com autorização prévia do Congresso Nacional. Essa autorização deve ocorrer em votação aberta e dentro de um prazo de até 90 dias. Caso esse prazo não seja respeitado, a autorização se torna automática. Mendes evitou comentar sobre a constitucionalidade do texto, que enfrenta críticas de juristas e integrantes do Judiciário.
Resistência no Senado
A proposta ainda precisa ser analisada pelo Senado, onde enfrenta resistência. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Otto Alencar (PSD-BA), já declarou que o texto “não passará de jeito nenhum”. Nos bastidores, a avaliação é que a PEC representa mais um capítulo da tensão entre os Poderes, especialmente em um momento em que o Legislativo busca ampliar sua proteção institucional.
Mendes também se mostrou cauteloso ao abordar o projeto de lei da Anistia, que trata de punições a envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. Ele enfatizou a necessidade de aguardar mais informações para uma avaliação mais precisa sobre o tema. A discussão em torno da PEC da Blindagem continua a ser um ponto de tensão no cenário político brasileiro, refletindo a complexa relação entre imunidade e responsabilidade.
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