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Militares venezuelanos treinam civis no manuseio de armas em meio a tensões internacionais

Maduro afirma que a mobilização de civis é uma preparação para possíveis intervenções estrangeiras e para fortalecer a defesa nacional.

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, antes de entrevista coletiva em Caracas (Foto: Reprodução)
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  • O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou um programa de treinamento de civis no uso de armas, que começará em 20 de setembro.
  • A iniciativa visa preparar a população em resposta ao aumento da presença militar dos Estados Unidos no Caribe.
  • As unidades militares se deslocarão para comunidades populares para instruir voluntários.
  • A Força Armada Nacional Bolivariana iniciou exercícios militares na ilha de La Orchila, em resposta ao envio de navios de guerra americanos à região.
  • Maduro afirmou que a mobilização é uma defesa contra possíveis intervenções estrangeiras e reiterou que os EUA têm interesses imperialistas na Venezuela.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou que a Força Armada Nacional Bolivariana iniciará um programa de treinamento de civis no uso de armas. A medida, prevista para começar no próximo sábado, 20 de setembro, surge em meio a uma crescente tensão com os Estados Unidos, que enviaram navios de guerra ao Caribe, alegando combater o narcotráfico.

Durante um evento transmitido pela TV estatal, Maduro informou que as unidades militares deixarão os quartéis para se deslocar a comunidades populares, onde instruirão voluntários no manuseio de armamentos. Esta é a primeira vez que tal iniciativa ocorre diretamente nas comunidades, refletindo a escalada de hostilidade entre os dois países.

Na quarta-feira, 17 de setembro, a Força Armada iniciou exercícios militares na ilha de La Orchila, a cerca de 65 km da costa venezuelana. As manobras, que se estenderão por três dias, foram apresentadas como uma resposta ao aumento da frota americana na região, que intensificou suas operações desde o início de setembro.

Os EUA têm acusado o governo venezuelano de envolvimento com o narcotráfico e, em agosto, ofereceram uma recompensa de US$ 50 milhões pela captura de Maduro. O presidente, que não é reconhecido como líder legítimo por Washington e por várias democracias, afirmou que a mobilização militar é uma preparação para possíveis intervenções estrangeiras.

Maduro enfatizou que não busca conflito, mas que a Venezuela precisa estar pronta para se defender. Ele reiterou que os EUA têm planos imperialistas para controlar os recursos naturais do país, incluindo petróleo e gás. A mobilização de civis para o treinamento militar é vista como uma estratégia para fortalecer a defesa nacional em um cenário de crescente hostilidade.

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