- O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, descartou a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, à presidência em 2026.
- Costa Filho, do Republicanos, defendeu a reeleição de Tarcísio, ressaltando a importância de consolidar seu governo antes de pensar em uma candidatura presidencial.
- Ele expressou confiança na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que o governo chegará forte em 2026.
- Em relação aos atos golpistas de 8 de janeiro, Costa Filho se opôs à anistia, mas apoiou a revisão das penas para alguns condenados, considerando algumas punições excessivas.
- O ministro revelou que pretende concorrer ao Senado por Pernambuco, em uma chapa com João Campos, do Partido Socialista Brasileiro.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, descartou a possibilidade de o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, concorrer à presidência em 2026. Em entrevista, Costa Filho, que é do mesmo partido que Tarcísio, o Republicanos, defendeu a reeleição do governador, afirmando que ele deve se consolidar no cargo antes de pensar em uma candidatura presidencial. “As principais obras dele demoram em torno de quatro, cinco, seis anos”, destacou.
A movimentação política em torno de Tarcísio é apoiada por membros do centrão, incluindo partidos que fazem parte do governo Lula. Costa Filho acredita que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não abrirá mão de lançar um candidato de sua família para manter a força política do clã. “Qualquer candidatura de centro significa o arquivamento do bolsonarismo no Brasil”, afirmou.
Reeleição de Lula
O ministro também expressou confiança na reeleição de Lula, afirmando que o governo chegará forte em 2026. “Quem estiver apostando que o governo chegará fragilizado vai errar”, disse. Costa Filho revelou que pretende concorrer ao Senado por Pernambuco, em uma chapa com João Campos (PSB) para governador.
Ele criticou a elite financeira do país, que, segundo ele, tem dificuldade em reconhecer os avanços econômicos do governo Lula. “Estamos crescendo em torno de 3% do PIB, com o menor desemprego da história”, afirmou, ressaltando dados positivos da economia.
Revisão das Penas
Em relação aos atos golpistas de 8 de janeiro, Costa Filho se posicionou contra a anistia, mas a favor da revisão das penas para os condenados. Ele acredita que algumas punições foram excessivas, embora respeite as decisões do Supremo Tribunal Federal. A Câmara dos Deputados está discutindo a possibilidade de um perdão amplo ou redução de penas, o que pode beneficiar tanto os condenados quanto Bolsonaro. “Se eu estivesse no Congresso, votaria contra a anistia”, concluiu.
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