- O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, decidiu manter a prisão do tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira, acusado de envolvimento em um plano golpista.
- O plano visava sequestrar e assassinar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o próprio Moraes.
- O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a condenação de nove réus do núcleo 3 da trama, que inclui oito militares e um policial federal.
- As acusações incluem organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
- A defesa de Oliveira solicitou a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares, mas o pedido foi rejeitado por Moraes.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, decidiu manter a prisão do tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira, acusado de participar de um plano golpista que visava sequestrar e assassinar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o próprio Moraes. A decisão foi tomada na quarta-feira, 17 de outubro.
Na segunda-feira, 15 de outubro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou ao STF a condenação de nove réus do núcleo 3 da trama, que inclui oito militares do Exército e um policial federal. Gonet reiterou as acusações de organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, entre outros crimes graves.
A defesa de Oliveira pediu a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares, mas Moraes rejeitou o pedido, destacando a necessidade de resguardar a ordem pública e a integridade do processo penal. O caso está na fase de alegações finais, e o julgamento deve ocorrer em breve. Até agora, apenas o núcleo 1, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus, foi condenado.
O tenente-coronel é conhecido como um “kid preto”, um termo usado para designar integrantes do Exército ligados às forças especiais. O grupo ao qual pertence é acusado de planejar ações táticas para efetivar o plano golpista, o que inclui crimes como golpe de Estado e dano qualificado pela violência.
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