- A operação Rejeito da Polícia Federal prendeu dois suspeitos ligados a esquema de corrupção em órgãos ambientais e de mineração, com lucro estimado de R$ 1,5 bilhão, principalmente em Minas Gerais.
- O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, indicou Rodrigo de Melo Teixeira para a CPRM, estatal vinculada à pasta, e Caio Mário Trivellato Seabra Filho para a ANM.
- As indicações para cargos de direção são apresentadas pela pasta, mas o governo afirma que o processo de avaliação e governança é conduzido de forma independente por entidades externas.
- Adoção de doação eleitoral também aparece no contexto: Silveira recebeu R$ 100 mil de João Alberto Lages, condenado em investigação, conforme reportagem do Estadão; Lages foi preso preventivamente nesta quarta-feira.
- A PF aponta Lages como peça-chave do esquema, atuando como articulador político e coordenando ações com servidores públicos e lobistas.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, indicou para a CPRM, estatal vinculada ao seu ministério, um delegado da Polícia Federal. Também apontou um advogado para a diretoria da ANM e para um comitê da Petrobras. As indicações ocorreram no âmbito da Operação Rejeito deflagrada pela PF. A ação apura esquema de corrupção envolvendo órgãos ambientais e de mineração, com lucro estimado em 1,5 bilhão de reais.
O delegado Rodrigo de Melo Teixeira foi indicado para a CPRM. O advogado Caio Mário Trivellato Seabra Filho foi indicado para a ANM. Ambos foram presos na manhã de quarta-feira, segundo a PF. As defesas não foram localizadas pela reportagem.
O ministério informou que as indicações para cargos estruturais são formalizadas pelo Ministério de Minas e Energia, mas que o processo de avaliação e governança segue rito legalmente estabelecido, conduzido de forma independente por entes externos. Silveira enfatizou que a pasta apenas formulate políticas públicas para a gestão de recursos minerais.
Caio Mário Seabra Filho compareceu à posse de Silveira como ministro; ele foi preso pela PF na operação. A reportagem não localizou o contato das defesas até o fechamento desta edição.
Mais cedo, a PF informou que João Alberto Lages, ex-deputado estadual por Minas Gerais, doou 100 mil reais à campanha de Silveira ao Senado em 2022. Lages também foi preso preventivamente na quarta-feira. A defesa dele não foi localizada.
Segundo a PF, Lages era uma liderança-chave do esquema, atuando como articulador político e institucional. A investigação aponta que ele coordenava pagamentos de propina, tráfico de influência e ações junto a órgãos ambientais e culturais, mantendo interlocução com servidores públicos e lobistas.
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