- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou insatisfação com a aprovação da PEC da Blindagem na Câmara dos Deputados em 16 de setembro.
- A proposta exige autorização do Legislativo para a abertura de processos criminais contra parlamentares, gerando polêmica.
- Lula criticou doze deputados do Partido dos Trabalhadores (PT) que votaram a favor da PEC, afirmando que, se fosse parlamentar, votaria contra.
- Os deputados justificaram seu voto como uma estratégia para garantir a aprovação de pautas importantes do governo.
- A proposta agora segue para análise no Senado, onde deve enfrentar resistência, especialmente em relação à urgência de uma proposta de anistia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou sua insatisfação com a aprovação da PEC da Blindagem, que ocorreu na Câmara dos Deputados na noite de terça-feira, 16 de setembro. A proposta exige autorização do Legislativo para a abertura de processos criminais contra parlamentares, gerando polêmica e críticas.
Lula ficou particularmente irritado com os 12 deputados do PT que votaram a favor da PEC. Em conversas com aliados, ele expressou que, se fosse parlamentar, votaria contra a proposta, que considera uma tentativa inadequada de blindagem. “A maior blindagem que as pessoas precisam é ter um comportamento sem cometer nenhum ilícito na vida”, afirmou o presidente.
Os deputados que se posicionaram a favor da PEC justificaram seu voto como uma estratégia para garantir a aprovação de pautas importantes do governo e para barrar a urgência de uma proposta de anistia. Entre os parlamentares que apoiaram a medida estão Paulo Guedes (MG), Odair Cunha (MG) e Merlong Solano (PI).
Críticas à Proposta
A PEC da Blindagem, defendida por membros do Centrão, altera regras sobre foro privilegiado e inclui a votação secreta para decisões sobre a prisão de deputados e senadores. Lula, em entrevista à BBC, criticou a proposta, afirmando que não é uma “coisa séria” e que a prioridade deve ser a responsabilidade dos políticos.
A proposta agora segue para análise no Senado, onde deve enfrentar resistência de diversos setores. A urgência da proposta de anistia, que busca isentar de punições os envolvidos nos ataques aos três poderes em janeiro de 2023, também está em pauta, aumentando a tensão no cenário político.
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