- Marguerite Gnakadé, ex-ministra da Defesa de Togo, foi presa em sua residência em Lomé.
- A detenção ocorreu após Gnakadé incitar a rebelião militar e supostamente ter ligações com opositores exilados.
- Grupos de oposição consideram a prisão uma tentativa de silenciar vozes dissidentes.
- A insatisfação popular contra o governo de Faure Gnassingbé tem crescido, com protestos resultando em mortes.
- O movimento M66 deu um ultimato de 72 horas para a libertação de Gnakadé, ameaçando convocar manifestações em todo o país.
Marguerite Gnakadé, ex-ministra da Defesa de Togo e crítica do governo, foi presa em sua residência em Lomé. A detenção ocorreu após Gnakadé incitar a rebelião militar e supostamente manter ligações com opositores exilados. A prisão gerou forte reação de grupos de oposição, que a consideram uma tentativa de silenciar vozes dissidentes.
A insatisfação popular em Togo tem crescido, especialmente contra o governo de Faure Gnassingbé, que está no poder há mais de 60 anos. Protestos exigindo a renúncia do presidente resultaram em mortes, com pelo menos sete pessoas mortas em manifestações em junho. O governo nega qualquer relação entre as mortes e os protestos.
Gnakadé, que foi ministra de Defesa de 2020 a 2022, tem se posicionado contra o regime, pedindo uma “transição pacífica e inclusiva”. Sua prisão foi realizada por agentes de segurança que, segundo relatos, não apresentaram mandado. A coalizão de partidos de oposição, Touche Pas A Ma Constitution, denunciou a ação como um abuso de poder.
A prisão de Gnakadé também provocou uma resposta da juventude, com o movimento M66 dando um ultimato de 72 horas para sua libertação. Caso contrário, prometem convocar manifestações em todo o país. A situação política em Togo permanece tensa, com a expectativa de que novos desdobramentos ocorram nos próximos dias.
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