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Soranz critica Segurança Pública após ser chamado de ‘mentiroso’ por secretário

Invasão armada expõe falhas na segurança do Hospital Municipal Pedro II, que já teve atividades interrompidas 516 vezes em 2023 devido à violência.

Bandidos armados invadem hospital na Zona Oeste do Rio (Foto: Reprodução)
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  • O Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, sofreu uma invasão armada na madrugada de quinta-feira.
  • O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, criticou a segurança pública, afirmando que as unidades de saúde interromperam suas atividades quinhentas e dezesseis vezes este ano devido à violência.
  • Soranz apresentou dados sobre pontos de venda e uso de crack na cidade, destacando setenta e dois como de “alto risco”.
  • O secretário estadual de Segurança, Victor Cesar, contestou as afirmações de Soranz, chamando-o de “mentiroso” e alegando que a segurança pública está em sua melhor fase histórica.
  • O prefeito Eduardo Paes pediu colaboração entre as polícias Civil e Militar e minimizou o impacto da invasão, afirmando que a situação foi controlada sem maiores consequências.

Após uma invasão armada no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, na madrugada desta quinta-feira, um intenso embate político se desenrolou entre secretários estaduais e municipais do Rio de Janeiro. O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, criticou a segurança pública, enquanto o secretário estadual de Segurança, Victor Cesar, o chamou de “mentiroso”.

Soranz destacou que, neste ano, as unidades de saúde do município foram obrigadas a interromper suas atividades 516 vezes devido a problemas de segurança. Ele apresentou um levantamento que mapeia 195 pontos de venda e uso de crack na cidade, com 72 classificados como de “alto risco”. Em seu pronunciamento, Soranz afirmou que a situação atual é resultado de uma política de segurança desestruturada, que deixa a população vulnerável à violência.

Conflito entre Secretários

O secretário de Segurança, Victor Cesar, rebateu as declarações de Soranz, afirmando que os números apresentados são falsos e que a segurança pública do estado está em sua melhor fase histórica. Ele sugeriu que a prefeitura colabore com a segurança, devolvendo policiais militares cedidos e quitando uma dívida de R$ 115 milhões com a Polícia Militar.

Soranz, por sua vez, insistiu que a realidade da violência nas unidades de saúde é inegável e que a falta de uma estratégia policial eficaz tem consequências diretas no atendimento à população. Ele criticou a ineficiência das operações policiais e a falta de inteligência na investigação de crimes.

Repercussões e Críticas

O prefeito Eduardo Paes adotou um tom mais conciliador, evitando ataques diretos ao governo estadual e enfatizando a importância da colaboração entre as polícias Civil e Militar. Ele reconheceu a gravidade da situação, mas minimizou o impacto do incidente, afirmando que a situação foi controlada sem maiores consequências.

A troca de acusações entre os secretários reflete um clima tenso na política de segurança do Rio, onde a violência continua a ser um desafio significativo. A situação no Hospital Municipal Pedro II é um exemplo claro das dificuldades enfrentadas pelas instituições de saúde em meio à crise de segurança que afeta a cidade.

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