- O Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, sofreu uma invasão armada na madrugada de quinta-feira.
- O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, criticou a segurança pública, afirmando que as unidades de saúde interromperam suas atividades quinhentas e dezesseis vezes este ano devido à violência.
- Soranz apresentou dados sobre pontos de venda e uso de crack na cidade, destacando setenta e dois como de “alto risco”.
- O secretário estadual de Segurança, Victor Cesar, contestou as afirmações de Soranz, chamando-o de “mentiroso” e alegando que a segurança pública está em sua melhor fase histórica.
- O prefeito Eduardo Paes pediu colaboração entre as polícias Civil e Militar e minimizou o impacto da invasão, afirmando que a situação foi controlada sem maiores consequências.
Após uma invasão armada no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, na madrugada desta quinta-feira, um intenso embate político se desenrolou entre secretários estaduais e municipais do Rio de Janeiro. O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, criticou a segurança pública, enquanto o secretário estadual de Segurança, Victor Cesar, o chamou de “mentiroso”.
Soranz destacou que, neste ano, as unidades de saúde do município foram obrigadas a interromper suas atividades 516 vezes devido a problemas de segurança. Ele apresentou um levantamento que mapeia 195 pontos de venda e uso de crack na cidade, com 72 classificados como de “alto risco”. Em seu pronunciamento, Soranz afirmou que a situação atual é resultado de uma política de segurança desestruturada, que deixa a população vulnerável à violência.
Conflito entre Secretários
O secretário de Segurança, Victor Cesar, rebateu as declarações de Soranz, afirmando que os números apresentados são falsos e que a segurança pública do estado está em sua melhor fase histórica. Ele sugeriu que a prefeitura colabore com a segurança, devolvendo policiais militares cedidos e quitando uma dívida de R$ 115 milhões com a Polícia Militar.
Soranz, por sua vez, insistiu que a realidade da violência nas unidades de saúde é inegável e que a falta de uma estratégia policial eficaz tem consequências diretas no atendimento à população. Ele criticou a ineficiência das operações policiais e a falta de inteligência na investigação de crimes.
Repercussões e Críticas
O prefeito Eduardo Paes adotou um tom mais conciliador, evitando ataques diretos ao governo estadual e enfatizando a importância da colaboração entre as polícias Civil e Militar. Ele reconheceu a gravidade da situação, mas minimizou o impacto do incidente, afirmando que a situação foi controlada sem maiores consequências.
A troca de acusações entre os secretários reflete um clima tenso na política de segurança do Rio, onde a violência continua a ser um desafio significativo. A situação no Hospital Municipal Pedro II é um exemplo claro das dificuldades enfrentadas pelas instituições de saúde em meio à crise de segurança que afeta a cidade.
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