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Suspeitos de emendas ligadas ao 8/1 recebem benefícios em investigação

Investigados incluem líderes e parlamentares que apoiaram a PEC da Blindagem, que pode dificultar processos criminais contra eles

Plenário da Câmara dos Deputados (Foto: Reprodução)
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  • O Supremo Tribunal Federal (STF) investiga 25 deputados e senadores por suspeitas de corrupção e desvio de emendas.
  • Esses parlamentares podem se beneficiar da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, que exige autorização do Congresso para processá-los criminalmente.
  • Entre os alvos estão o líder do governo na Câmara, José Guimarães, e o deputado Eduardo Bolsonaro.
  • A lista inclui 14 parlamentares que votaram a favor da PEC, e o número total de investigados pode chegar a 80.
  • Casos notáveis incluem o deputado Juscelino Filho, denunciado por desvios de emendas, e investigações envolvendo Eduardo Bolsonaro e Marcos do Val.

Um levantamento do Supremo Tribunal Federal (STF) revelou que 25 deputados e senadores estão sob investigação e podem se beneficiar da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, que exige autorização do Congresso para processá-los criminalmente. Entre os alvos estão figuras de destaque, como o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-SP), e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A lista inclui 14 parlamentares que votaram a favor da PEC, como Paulinho da Força (Solidariedade-SP) e André Fernandes (PL-CE). A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Senado, onde já há resistência. O número total de parlamentares investigados pode chegar a 80, com cerca de 30 deles sob suspeita de desvio de emendas. As investigações estão sob a responsabilidade de sete ministros do STF, abrangendo desde corrupção até a participação em atos golpistas.

Entre os casos mais avançados, destaca-se o do deputado Juscelino Filho (União Brasil-MA), que foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por desvios de emendas. Ele nega as acusações e reafirma sua inocência. Em julho, o ministro Gilmar Mendes autorizou a abertura de um inquérito sobre recursos enviados por Guimarães e outros dois deputados, após uma operação da Polícia Federal que envolveu Júnior Mano (PSB-CE).

Além disso, Eduardo Bolsonaro e Marcos do Val (Podemos-ES) foram indiciados pela PF por suas ações relacionadas a investigações de organizações criminosas. Outros parlamentares, como Sergio Moro (União Brasil-PR) e Nikolas Ferreira (PL-ES), enfrentam investigações por crimes contra a honra. O caso de Luis Tibé (Avante-MG), que tramita desde 2013, e o de Paulinho da Força, investigado desde 2018, também permanecem pendentes no STF.

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