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Venezuela aprova parceria estratégica com a Rússia em meio a tensões com os EUA

Maduro intensifica treinamento militar e convoca reservistas em resposta à presença de navios de guerra dos EUA na costa venezuelana

Presidente venezuelano Nicolás Maduro discursa após assinar acordo com Igor Sechin, CEO da estatal russa Rosneft (Foto: Reprodução)
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  • A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou a Lei de Aprovação do Tratado de Associação Estratégica e Cooperação com a Rússia.
  • A decisão ocorre em meio a tensões militares com os Estados Unidos, que enviaram navios de guerra para a região.
  • O presidente da República, Nicolás Maduro, intensificou o treinamento militar em resposta à movimentação americana.
  • O tratado busca fortalecer a cooperação política e econômica, especialmente no setor energético.
  • A Venezuela denunciou a retenção de um barco pesqueiro por uma embarcação dos EUA, classificando a ação como ilegal e hostil.

A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou, por unanimidade, a Lei de Aprovação do Tratado de Associação Estratégica e Cooperação com a Rússia. A decisão ocorre em um contexto de crescente tensão militar com os Estados Unidos, que recentemente deslocaram navios de guerra para a região. O presidente Nicolás Maduro intensificou o treinamento militar em resposta a essa movimentação.

O novo tratado visa fortalecer a cooperação política e econômica entre os dois países, especialmente no setor energético. Em um encontro virtual em março, Maduro e o presidente russo Vladimir Putin discutiram a ampliação da parceria, embora detalhes específicos do acordo não tenham sido divulgados. A aprovação da lei acontece após os EUA revogarem a licença da Chevron para operar na Venezuela, intensificando as sanções econômicas.

A tensão se agravou com a denúncia da Venezuela sobre a retenção de um barco pesqueiro por uma embarcação americana em águas venezuelanas. O Ministério das Relações Exteriores do país caribenho classificou a ação como ilegal e hostil. A vice-presidente Delcy Rodrigues declarou que os EUA devem cessar sua “perseguição militar” e ressaltou a determinação da Venezuela em defender seu território.

Maduro convocou reservistas e voluntários para um treinamento militar em 312 quartéis por todo o país. O exercício visa preparar os cidadãos para a defesa da pátria, em meio à alegação de uma possível ação armada dos EUA. O presidente afirmou que todos os venezuelanos que se alistaram devem se apresentar para aprender sobre operações militares.

O discurso militar em Caracas coincide com a presença de oito navios de guerra dos EUA na costa venezuelana. A situação reflete um cenário de crise política e militar, com os EUA buscando desestabilizar o governo de Maduro, enquanto a Venezuela se aproxima cada vez mais da Rússia em busca de apoio estratégico.

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