- A Câmara dos Deputados aprovou a PEC da Blindagem em 16 de setembro, com 344 votos a favor e 133 contra.
- A proposta amplia o foro privilegiado e dificulta investigações contra parlamentares.
- Deputados como Pedro Campos e Silvye Alves se desculparam publicamente, alegando pressões externas que influenciaram seus votos.
- Outros parlamentares, como Merlong Solano e Thiago de Joaldo, também reconheceram erros em suas decisões.
- A PEC agora segue para o Senado, onde enfrenta resistência, especialmente do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Otto Alencar.
A aprovação da PEC da Blindagem pela Câmara dos Deputados, ocorrida na terça-feira, 16, gerou forte repercussão negativa e levou alguns parlamentares a se desculparem publicamente. A proposta, que amplia o foro privilegiado, dificulta investigações contra parlamentares e foi aprovada com 344 votos a 133.
Entre os que se manifestaram, o deputado Pedro Campos (PSB-PE) admitiu que sua estratégia de tentar modificar o texto falhou. Ele afirmou que não escolheram o melhor caminho e que pretende acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar anular a votação. Campos, que é líder da bancada pessebista, reconheceu que a inclusão do voto secreto foi um retrocesso.
A deputada Silvye Alves (União Brasil-GO) também pediu desculpas, revelando que mudou seu voto sob pressão de “pessoas influentes”. Ela declarou que se sentiu covarde por não ter resistido à coação e anunciou sua intenção de deixar o partido após a janela partidária em 2026. Alves destacou que sua decisão foi contrária aos seus princípios.
Justificativas e Críticas
Outros parlamentares, como Merlong Solano (PT-PI), também se desculparam, reconhecendo que seu voto foi um erro. Solano alegou que pretendia impedir a anistia e viabilizar pautas importantes, mas admitiu que não obteve sucesso. O deputado Thiago de Joaldo (PP-SE) se juntou ao coro de arrependidos, afirmando que a Câmara “errou na mão” ao aprovar a PEC.
A votação da PEC da Blindagem ocorre em um contexto de mais de 80 inquéritos no STF que investigam suspeitas de desvios em emendas parlamentares. A proposta agora segue para o Senado, onde enfrenta resistência, especialmente do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Otto Alencar (PSD-BA), que já manifestou sua discordância em relação ao texto.
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