- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, telefonou ao emir do Catar, xeique Tamim Bin Hamad Al Thani, em 18 de setembro.
- Lula expressou solidariedade após um ataque aéreo israelense em Doha, que ocorreu em 9 de setembro.
- O ataque visou líderes do Hamas em exílio e gerou preocupações sobre as negociações de cessar-fogo mediadas pelo Catar.
- Lula destacou a necessidade de um Estado palestino e criticou as ações israelenses, que considera genocídio.
- O emir do Catar agradeceu ao Brasil e mencionou a Cúpula de Emergência de Países Árabes e Islâmicos, realizada em 15 de setembro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva contatou o emir do Catar, xeique Tamim Bin Hamad Al Thani, na quinta-feira, 18 de setembro, para expressar solidariedade após um ataque aéreo israelense em Doha. O ataque, que ocorreu em 9 de setembro, visou líderes do Hamas em exílio, levantando preocupações sobre os esforços de mediação do Catar nas negociações de cessar-fogo.
Durante a conversa, Lula manifestou preocupação com o impacto do ataque nas tentativas do Catar de libertar reféns mantidos pelo Hamas. O governo israelense confirmou a operação, que gerou críticas internacionais, sendo considerada uma violação de soberania pelo Conselho de Segurança da ONU. O emir do Catar agradeceu ao Brasil pelas manifestações de repúdio e destacou os resultados da Cúpula de Emergência de Países Árabes e Islâmicos, realizada em 15 de setembro.
Apoio à Criação do Estado Palestino
Lula reiterou a necessidade de um Estado palestino como solução para o conflito, defendendo a coexistência pacífica com Israel. O presidente é crítico das ações israelenses, que considera um genocídio do povo palestino, o que resultou em sua declaração como persona non grata em Israel. O ataque israelense em Doha não resultou em mortes de líderes do Hamas, mas atingiu um alojamento de membros envolvidos nas negociações.
Além disso, Lula convidou o emir do Catar a visitar o Brasil e participar da COP30, que ocorrerá em Belém em novembro. O diálogo entre os líderes reflete a crescente preocupação com a escalada de tensões na região e a busca por soluções diplomáticas para a crise.
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